Todo dia surge um post diferente dizendo: 5 tendências de moda para seguir agora… No entanto, as tendências de moda não são (e nem deveriam ser) para todos.
E isso não é algo negativo: na verdade, é libertador.
A cada temporada, surgem peças, cores e silhuetas que dominam as vitrines e as redes sociais. Mas seguir tudo isso ao pé da letra pode nos desconectar daquilo que realmente importa: quem somos, como vivemos e como nossos corpos existem no mundo.
A moda é comunicação, e toda comunicação precisa de contexto. Uma pessoa com uma rotina corrida, que passa o dia entre trabalho, estudos e deslocamentos, não vai se sentir confortável adotando uma tendência que exige manutenção constante ou que limita a mobilidade. Da mesma forma, alguém que trabalha num ambiente formal talvez não consiga usar certas peças que brilham nas passarelas, mas que não fazem sentido no cotidiano.
Rotina importa, e muito, na hora de escolher o que vestir.
Outro ponto fundamental é o autoconhecimento. Nem toda tendência dialoga com a nossa identidade. Algumas podem nos apagar, enquanto outras podem nos potencializar. Entender seu estilo pessoal, se você é mais clássica, minimalista, romântica, ousada, esportiva, ajuda a filtrar o que vale a pena trazer para o seu guarda-roupa e o que só serviria para ocupar espaço e gerar frustração.
E, claro, há o corpo. Tendências não foram feitas para todos os corpos: quem deve ser respeitado é o seu corpo, não a moda. Não existe peça que “melhore” você. Existe peça que te acompanha, que te fortalece, que conversa com suas proporções e te faz sentir presente no mundo.
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Em vez de tentar caber numa tendência, vale muito mais buscar versões que conversem com seu formato, sua altura, sua estrutura, seu conforto e seu bem-estar.
No fim, a pergunta não é “quais tendências estão em alta?”, mas sim:
✨ O que faz sentido para mim?
✨ Isso combina com quem eu sou?
✨ Isso cabe na minha vida?
✨ Isso respeita meu corpo?
Quando você se conhece, sua rotina, seu estilo, sua energia, suas necessidades, a moda deixa de ser imposição e passa a ser ferramenta. A tendência mais importante de todas é aquela que faz você se sentir autêntica. Sempre.
Marina Käfer é formada em Design de Moda e pós-graduada em Comportamento do Consumidor e Moda, Mídia e Mercado. Já foi professora consultora de varejo em instituições como Senac e Sebrae. Tem especializações em styling, jornalismo de moda e visagismo, com experiência no mercado plus size.