Férias com bebê: cinco dicas para considerar antes da viagem

Cuidados com crianças pequenas durante viagens ajudam a tornar a experiência mais tranquila e segura para toda a família

Antecipar necessidades do bebê deve fazer parte do planejamento da viagem
Antecipar necessidades do bebê deve fazer parte do planejamento da viagem Foto : Magnific / Divulgação / CP

Nenhuma viagem com um bebê está livre de imprevistos. No entanto, segundo os especialistas consultados, antecipar esses cinco aspectos é o que diferencia uma viagem tranquila de uma experiência desgastante.

As férias costumam mudar a rotina das famílias, especialmente quando envolvem viagens. O planejamento, que ajuda a prever cuidados necessários durante o período, ganha ainda mais importância quando inclui um bebê.

Mudanças nos horários, trajetos prolongados e novos ambientes podem afetar a alimentação, o descanso e a higiene dos pequenos. Para que a experiência seja segura e tranquila para as crianças e seus cuidadores, preparar-se com antecedência é fundamental.

Confira cinco dicas que merecem atenção antes de viajar com bebês:

1. Manter os horários de alimentação

Embora as viagens geralmente envolvam mudanças inevitáveis dos períodos de alimentação, manter os horários habituais ajuda a evitar que o bebê fique excessivamente irritado por causa da fome.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda manter o aleitamento materno exclusivo durante os primeiros seis meses de vida, mesmo durante viagens. Ele fornece os nutrientes e a proteção imunológica que o bebê necessita em ambientes desconhecidos. Em trajetos longos, o mais indicado é programar paradas para alimentar o bebê com calma, em vez de esperar que ele demonstre sinais intensos de fome.

2. Manter a rotina de sono

Preservar elementos familiares, como uma manta, um saco de dormir ou a rotina habitual antes de dormir, facilita o descanso do bebê fora de casa, especialmente em viagens de vários dias. Segundo a Academia Americana de Pediatria, reproduzir essa rotina reduz o tempo de adaptação longe de casa e diminui as interrupções do sono, tanto para o bebê quanto para os pais.

A especialista certificada em sono infantil e porta-voz da Momcozy da América Latina Denisse Lafaurie afirma que a previsibilidade da rotina é o que faz o bebê sentir-se seguro na hora de dormir. “Quando as atividades que antecedem o sono acontecem na mesma ordem e da mesma forma todas as noites, o cérebro reconhece esses sinais e entende que é hora de descansar, mesmo que estejam em um hotel, na casa dos avós ou em outro destino”, explica Denisse.

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De acordo com ela, os bebês são mais flexíveis do que se imagina. “O que realmente lhes transmite segurança não é o lugar onde dormem, mas a consistência dos sinais que recebem antes de dormir. Manter a rotina é a melhor forma de ajudá-los a descansar bem, mesmo quando estão longe de casa”, completa a profissional.

3. Preparar as roupas adequadas

Fazer as malas considerando o clima do destino, e não apenas o clima do local de partida, evita um dos contratempos mais comuns em viagens com crianças. Quando a idade do bebê exigir, lembrar-se de levar fraldas suficientes, lenços umedecidos, roupas extras e os medicamentos prescritos pelo pediatra, além de protetor solar, prepara os pais para situações em que não haja uma farmácia ou loja por perto.

4. Extração de leite materno

Para as mães que fazem a extração de leite durante a viagem, o Centro de Controle e Prevenção de Doenças norte-americano recomenda utilizar recipientes desenvolvidos especificamente para armazenar leite materno. O transporte também merece atenção: deve ser realizado em uma bolsa térmica com placas de gelo, garantindo a manutenção da cadeia de refrigeração. Extratores de leite pensados especialmente para uso em trânsito são outra opção para o momento.

5. Higiene no manuseio dos alimentos

A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que todas as pessoas que manipulem alimentos ou leite materno higienizem corretamente as mãos com água e sabão antes de cada extração ou contato com a boca do bebê. Quando não há acesso a um local adequado para lavar as mãos, situação comum em escalas, aeroportos ou rodoviárias, contar com alternativas de higiene ajuda a reduzir o risco de contaminação.

A temperatura dos alimentos também deve ser observada. Aquecer leite em um banheiro de aeroporto ou procurar água quente em um posto de combustível pode expor o bebê a fontes de contaminação difíceis de controlar. Para minimizar esse risco, aquecedores portáteis sem fio, com sensores que evitam o superaquecimento, são uma opção para aquecer água, leite materno e outros líquidos.