Chanel abre segundo dia da Semana de Alta-Costura de Paris

Coleção apresentada pelo estilista Matthieu Blazy se inspira no universo dos contos de fadas, trazendo elementos ligados à natureza e aos livros

Desfile teve cenário com flores coloridas, trepadeiras e espelhos mágicos
Desfile teve cenário com flores coloridas, trepadeiras e espelhos mágicos Foto : Geoffroy Van Der Hasselt / AFP / CP

O segundo dia da Semana de Alta-Costura de Paris começou com referências a contos como “João e o Pé de Feijão” e peças históricas do guarda-roupa da maison francesa Chanel, que abriu a passarela do evento nesta terça-feira (7). O estilista franco-belga Matthieu Blazy apresentou sua segunda coleção de alta-costura para a marca.

Casaco fez referência à palha | Foto: Geoffroy Van Der Hasselt / AFP / CP

Em um cenário repleto de flores coloridas, trepadeiras e espelhos mágicos, montado no Grand Palais, próximo à avenida Champs-Élysées, na capital francesa, destacaram-se peças com alusões diretas a contos tradicionais. Casacos confeccionados como se fossem de palha, que remetiam a espantalhos e vestidos quase transparentes com plantas trepadeiras bordadas surgiram no desfile.

Referências a animais também surgiram em acessórios | Foto: Geoffroy Van Der Hasselt / AFP / CP

Detalhes como uma bolsa de mão em forma de ursinho adormecido ou um pato que se transforma em cisne em uma fileira de botões sugeriam outras histórias. Em comunicado, o estilista franco-belga disse ter refletido sobre a vida de Coco Chanel ao idealizar a coleção apresentada.

“Perguntei a mim mesmo se a vida de Gabrielle Chanel era um conto de fadas”, contou Matthieu Blazy. “Em sua biblioteca encontrei o pequeno livro ‘Les Fées, contes des contes’ [Contos de Fadas, na edição brasileira do livro de Charles Perrault] e, junto com os ateliês de alta-costura [da Chanel], exploramos a ideia de roupas que transportam histórias, como livros", explicou Matthieu Blazy.

A modelo que abriu o desfile carregava justamente um exemplar desse livro pertencente à fundadora da marca.

Tailleur foi apresentado em múltiplas versões | Foto: Geoffroy Van Der Hasselt / AFP / CP

Ao lado desses looks, alguns ornamentados com pedrarias ou plumas, Blazy propôs peças mais clássicas da mítica maison, como seu histórico tailleur, apresentado em múltiplas versões: modelos sem mangas, saias ultracurtas e jaquetas abotoadas nas costas.

Segunda coleção de Blazy

Este desfile era um dos mais aguardados desta edição, ao lado do de Jonathan Anderson para a Dior, por se tratar da segunda coleção de alta-costura de ambos os estilistas. Blazy estreou em janeiro nessa categoria exclusiva da moda com uma proposta muito elogiada inspirada na natureza, marcada por looks sensuais repletos de detalhes florais e vegetais.

Elementos florais apareceram na segunda coleção de Blazy | Foto: Geoffroy Van Der Hasselt / AFP / CP

O estilista franco-belga, de 42 anos, foi nomeado para a Chanel no fim de 2024, após sua passagem pela Bottega Veneta, do grupo Kering.

Armani e outras casas de moda

Outro destaque desta terça-feira foi o desfile da Armani. Após a morte do fundador, Giorgio Armani, em setembro de 2025, sua sobrinha, Silvana Armani, passou a comandar a alta-costura da marca.

Em janeiro, ela já havia apresentado uma primeira coleção definida como “um Armani clássico, mas com um toque de originalidade”, marcada por ternos fluidos e acetinados e luxuosos vestidos de noite, em uma paleta de preto, branco, rosa-nude e verde-água.

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Os desfiles de quarta-feira da Balenciaga e de Jean Paul Gaultier, que recentemente trocaram de diretores criativos e estiveram ausentes da temporada anterior, figuram entre os momentos mais aguardados desta edição.

Ao todo, 30 marcas apresentarão até quinta-feira suas coleções de alta-costura, uma categoria da moda da qual apenas um grupo restrito de grifes faz parte e cujas criações são destinadas principalmente a eventos de gala e tapetes vermelhos.