Acne: conheça os ativos mais eficazes para cuidar da pele e melhorar a autoestima

Nas mulheres, condição está frequentemente associada a flutuações hormonais e menopausa

O tratamento da acne deve levar em consideração a gravidade das lesões e o tipo de pele de cada paciente
O tratamento da acne deve levar em consideração a gravidade das lesões e o tipo de pele de cada paciente Foto : Freepik

Você sabia que junho é o Mês de Conscientização da Acne? O movimento visa informar a população sobre uma das condições dermatológicas mais comuns no mundo – e uma das mais mal compreendidas. Segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), a acne prevalece em pessoas mais jovens, acometendo cerca de 80% dos adolescentes em todo o mundo. Contudo, a condição também afeta adultos e pode persistir, inclusive, durante a menopausa.

📍 As causas da acne

A acne manifesta-se de maneiras distintas ao longo da vida, sendo influenciada por diferentes fatores. Durante a adolescência, surge principalmente devido às intensas mudanças hormonais características dessa fase, que elevam a produção de sebo pelas glândulas sebáceas. Já na vida adulta, a acne, especialmente em mulheres entre 25 e 40 anos, frequentemente está associada a flutuações hormonais, estresse crônico e ao uso inadequado de cosméticos.

A acne também é uma condição comum durante a menopausa, afetando muitas mulheres durante a transição hormonal. A diminuição dos níveis de estrogênio e o aumento relativo dos hormônios andrógenos, como a testosterona, podem estimular as glândulas sebáceas a produzirem mais sebo, contribuindo para a obstrução dos poros e a formação de espinhas, cravos e inflamações.

Segundo a dermatologista Isabella Rezende (CRM-SP 81220-000), independente da fase em que o paciente se encontra, é essencial buscar tratamento desde os primeiros sinais. “Muita gente ainda acredita que a acne vai desaparecer sozinha, mas isso nem sempre acontece. Cada paciente tem um perfil diferente, e entender a causa predominante da acne é o primeiro passo para encontrar o tratamento mais eficaz. O acompanhamento dermatológico é fundamental para controlar a inflamação, evitar cicatrizes e indicar os produtos certos para cada tipo de pele”, explica.

🪕 Sintomas vão além da pele

Além dos cravos e espinhas visíveis, quem tem acne costuma lidar com sensações de desconforto, como ardência e dor nas lesões inflamadas, e a oleosidade constante e aparência irregular da pele. A condição pode deixar marcas temporárias ou permanentes, como manchas escuras e cicatrizes.

O influenciador Miguel Silva, que compartilha sua jornada de cuidados com a pele nas redes sociais, relata a sua experiência pessoal.

“Tive acne por muitos anos, desde a adolescência, e o que realmente mudou minha pele foi entender que cuidar exige consistência e disciplina — não existe milagre. Fui testando e entendendo o que fazia sentido para mim e para minha pele. E uma coisa que só aprendi na prática: hidratar a pele oleosa é essencial. Parece contraintuitivo, mas quando acertei o tipo de hidratante, a oleosidade ficou muito mais controlada.

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Hoje, uso o Hidratante Matificante de Benzac porque ele tem textura leve, absorve rápido e mantém minha pele sequinha do jeito que eu gosto. Acho importante falarmos de pele 'sem filtros' porque muita gente ainda acha que ter acne é falta de cuidado — e não é. Acne é uma condição de pele, que tem tratamento e merece cuidado”, completa.

🧬 Tratamentos: de cremes a procedimentos em consultório

O tratamento da acne deve ser sempre individualizado, levando em consideração a gravidade das lesões e o tipo de pele de cada paciente. Entre as abordagens mais comuns estão o uso de produtos tópicos com ácido salicílico e peróxido de benzoíla. Essas substâncias atuam de forma eficaz na desobstrução dos poros, no controle da oleosidade e na redução da inflamação.

A dermatologista Isabella Rezende destaca que o sucesso do tratamento está diretamente relacionado à constância e à escolha correta dos ativos. Componentes com ação anti-inflamatória, seborreguladora e antimicrobiana são os mais recomendados para quem tem pele oleosa e acneica. Entre os mais indicados por ela, estão:

👉 Ácido salicílico: ajuda a desobstruir os poros e controla a oleosidade da pele.

👉 Niacinamida: tem efeito calmante, reduzindo a inflamação e fortalecendo a barreira cutânea.

👉 Peróxido de benzoíla: é altamente eficaz contra a bactéria causadora da acne.

👉 Skinboosters: uma inovação no cuidado com cicatrizes de acne

Além dos cuidados básicos e diários com a pele, os procedimentos estéticos com o ácido hialurônico injetável na sua versão skinbooster têm ganhado destaque como uma opção complementar no tratamento das cicatrizes deixadas pela acne, especialmente as do tipo atrófico, que provocam depressões na pele.

“Os skinboosters não são indicados para tratar a acne ativa, mas são ótimos aliados na reestruturação da pele após o controle da inflamação. Eles ajudam a melhorar a textura e a aparência das cicatrizes, oferecendo um resultado mais uniforme e natural. É uma opção segura e eficaz para quem já passou pelo tratamento da acne e agora quer recuperar a qualidade da pele”, explica a dermatologista Isabella Rezende.