Duas graves ocorrências envolvendo maus tratos e mortes de cães foram registradas em Vera Cruz, vale do Rio Pardo. Os casos foram atendidos pela Vigilância Sanitária da cidade e estão sendo apurados com o apoio da Brigada Militar e da Polícia Civil.
Na ERS 412, na ponte que marca o limite entre Vera Cruz e Santa Cruz do Sul, foram encontrados cinco cães mortos, arremessados sob a ponte, em uma área de vegetação. Conforme a apuração inicial, os animais aparentavam estar em tratamento veterinário, sendo que um deles havia sido castrado recentemente e ainda estava com pontos cirúrgicos, e outro apresentava sutura do tipo “bailarina”.
O outro registro ocorreu na localidade de Linha Cipriano, após denúncia feita por uma moradora que avistou um cão morto em um ato considerado cruel, com indícios de maus-tratos. A equipe da Vigilância Sanitária esteve no local, realizou os procedimentos cabíveis e registrou boletim de ocorrência, para que o caso seja investigado pela Polícia Civil.
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O agente de Combate às Endemias da Vigilância Sanitária de Vera Cruz, Rudiberto Berlt, explica que ocorrências desse tipo, embora graves, não são casos isolados no município. Segundo ele, as fiscalizações relacionadas a maus-tratos são realizadas pelo fiscal ambiental da Secretaria de Meio Ambiente, com apoio permanente da Vigilância Sanitária. “Atendemos, em média, cerca de 10 denúncias de maus-tratos por semana, por diferentes motivos. Muitas dessas denúncias chegam pelo WhatsApp da Vigilância Sanitária, o que evidencia a importância da participação da comunidade. Em todos os casos, são feitos os encaminhamentos necessários, incluindo o registro de ocorrência junto às autoridades competentes quando há indícios de crime”, afirma.
O prefeito em exercício de Vera Cruz, Angelo Hoff, reforça que o município repudia qualquer forma de violência contra animais e atua de forma contínua para prevenir esse tipo de crime. “A morte de animais de forma cruel é inaceitável e causa indignação. O poder público está fazendo a sua parte, tanto na investigação quanto na prevenção, mas o envolvimento da comunidade é fundamental. Denunciar é um ato de responsabilidade e pode salvar vidas”, ressalta.
