Chegou o novo livro Campereadas

Textos que ressaltam a voz dos que nunca tiveram voz por esses corredores perdidos e esquecidos do Rio Grande

O lançamento oficial será dia 1° de novembro, às 19h, na 72ª Feira do Livro de Porto Alegre
O lançamento oficial será dia 1° de novembro, às 19h, na 72ª Feira do Livro de Porto Alegre Foto : Paulo Mendes / Especial / CP

Tinha que ser num 20 de setembro que teria a honra de anunciar aos leitores e leitoras a chegada de mais um livro “Campereadas”. Este “Alma de pirilampo”, o quinto da série de coletâneas, chega como diz a apresentação “como fagulhas numa noite de verão, para ser curtido como uma criança que se diverte com poucas coisas, os brinquedos mais ingênuos, quase sempre inventados”. São realmente textos simples, regionais e universais, em que os personagens são a gente humilde do Sul. “Por vezes, memórias e visões de alguém com coração de pandorga e alma de pirilampo. Um guri que se criou no campo, que, mesmo tendo pouco, achava sempre ter suficiente.”

O lançamento oficial da obra, pela Libretos Editora, será dia 1° de novembro, às 19h, na 72ª Feira do Livro de Porto Alegre. Que beleza, fico só a imaginar, um domingo maravilhoso, final de tarde, debaixo dos jacarandás, os leitores, amigos e colegas reunidos para celebrar mais uma vez a literatura, nosso jeito de se expressar, de contar nossas angústias e sonhos.

Neste momento queria agradecer de coração à editora Clô Barcellos, por acreditar no trabalho. Ao escritor e artista plástico Tailor Diniz pela cedência da gravura da belíssima capa, aos fotógrafos Marco Nedeff e Leonid Streliaev pelas fotos, ao colega Pedro Dreher que reuniu os textos das colunas escolhidas, à direção do Correio do Povo, onde publico as “Campereadas” todos os domingos, ininterruptamente, desde 2009. Agradeço à minha família, pela paciência, e a todos os colegas de jornal que acompanham minha trajetória nas lidas da literatura regional.

Veja Também

Esteticamente trata-se de uma das melhores edições e, no conteúdo, textos profundos, de indagações existenciais campesinas, sem nunca se desviar daquele caminho que fez a Campereada se tornar a coluna regionalista mais lida e reverenciada do Estado. Ou seja, uma linguagem simples, oriunda do modo de falar de nosso homem do campo. Aí está, amigo leitor, amiga leitora, um livro que entrega o couro, a alma e o coração do autor. Uma obra para ser lida aos poucos, como quem mateia despacito ao redor de um fogo de chão, de quem sorve lembranças e memórias de coisas que ocorreram. Ou então, deveriam ter acontecido.

Confesso, me emocionei outra vez ao receber os livros da mesma forma que lá em 2011, quando foi publicado o primeiro Campereadas - Crônicas, contos e causos do Sul, pela editora Sulina. Porque lembrei de cada texto escrito nas manhãs, nas tardes ou madrugdas, na casa da Cidade Baixa ou na redação do Correio do Povo. Textos que ressaltam a voz dos que nunca tiveram voz por esses corredores perdidos e esquecidos do Rio Grande.