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Song, o sucesso global

CM teve à disposição um Song Pro 2025 que custa cerca de 50 mil a menos em relação ao modelo 2026

Uso urbano do Song é prazeroso pelo absoluto silêncio a bordo
Uso urbano do Song é prazeroso pelo absoluto silêncio a bordo Foto : Emerson Lima / Divulgação / CP

Em dois dias de utilização do BYD Song Pro 2025, alguns pontos podem ser destacados e discutidos. O primeiro diz respeito à valorização dos veículos seminovos em termos de demanda ampliada. Eles custam bem menos do que o zero quilômetro e têm uma qualidade muito superior à dos carros usados de alguns anos atrás. Afinal, as tecnologias de produção são muito mais avançadas e os carros saem das linhas de montagem com qualidade assegurada e maior durabilidade.

O CM teve à disposição um Song Pro 2025 que custa cerca de 50 mil a menos em relação ao modelo 2026. O Song Pro testado pela CM tem 23 mil quilômetros e está em impecável estado de conservação. Há revendas de seminovos que oferecem planos de garantia, o que salienta a confiança no produto comercializado. A Savar Multimarcas, que emprestou o veículo, oferece o Laudo Cautelar — documento jurídico que garante a integridade do veículo e deixa o consumidor mais tranquilo.

No caso do Song Pro, mais de 300 km rodados mostraram que realmente se trata de um SUV com seus principais sistemas preservados. A estabilidade direcional e lateral é impecável. Nas retas da BR 101, o SUV rodava "sobre trilhos", sem o mínimo desvio de trajetória.

Em um terreno privado aberto, realizamos o teste do círculo em velocidades cada vez mais elevadas: não houve inclinação lateral excessiva da carroceria, confirmando o alto nível de segurança ativa. Frenagens de pânico em velocidade elevada também não desestabilizaram o veículo.

Design e motorização

A integridade construtiva faz parte do DNA da BYD, sendo a dirigibilidade fácil e segura um dos fatores do sucesso global da marca. O BYD Song não é um SUV pequeno; ele se enquadra na categoria dos SUVs médios/grandes. Tem 4.705 mm de comprimento, 2.765 mm de entre-eixos, 1.890 mm de largura e 1.680 mm de altura.

São medidas generosas que não transparecem na suavidade do design, que o torna visualmente menor do que realmente é. Não tem aquele aspecto de "gladiador romano" pronto para enfrentar o leão; a suavidade do desenho o torna um veículo essencialmente familiar.

Trata-se de um híbrido plug-in tracionado por dois motores: elétrico e a combustão. Juntos, eles entregam uma potência combinada de 233 cv. Como todo híbrido plug-in, tem autonomia elétrica de cerca de 100 km, o que permite o uso puramente elétrico em trânsito urbano. Com os dois motores em uso conjunto ou alternado, a autonomia supera os 1.100 quilômetros, com o motor a combustão servindo como regenerador da autonomia elétrica. Daí vem esta "baita" autonomia.

O mercado e a “angústia elétrica”

Pragmáticos e muito ágeis na comercialização, os chineses sentiram que a limitação na autonomia elétrica desestimula o uso do elétrico puro em países como o Brasil, que possui grandes extensões territoriais e uma falta de infraestrutura para o uso seguro do carro 100% elétrico.

O sistema híbrido plug-in acaba com a "angústia elétrica" — que obriga o proprietário do carro elétrico a comer empada ruim e pastel ainda pior enquanto o veículo está no carregador. Em geral, a recarga em postos de combustível é limitada e incômoda, pois muitos motoristas querem recarregar ao mesmo tempo.

Por isso, vemos a retomada do mercado do híbrido, que não é novidade, já que o primeiro modelo do gênero, o Prius, foi lançado pela Toyota no Japão em 1997 e continua no mercado até hoje.

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Desempenho e conforto

O uso urbano do Song é prazeroso pelo absoluto silêncio a bordo, mesmo com o motor 1.5 a combustão acionado. No modo elétrico, a suavidade na condução acalma, mas impressiona na capacidade de aceleração: 0 a 100 km/h em 7 segundos. Nessa hora, o Song "vira um raio" e mostra o poder da corrente contínua.

A ergonomia privilegia um conforto imediato, com bancos acolhedores e um sistema de direção preciso, embora mantenha o "modo chinês" de dirigir, que exige um giro mais macio do volante. No teste, utilizamos o modo Sport, que deixou o volante um pouco mais rígido, mas ainda dentro da preferência chinesa pela maciez.

A suspensão conta com sistema MacPherson na dianteira e Multilink na traseira, sendo muito mais eficiente do que SUVs que utilizam eixo rígido. Outro destaque é a eficiência dos freios, com discos ventilados na dianteira e sólidos na traseira, garantindo frenagens precisas sem desestabilizar o carro.

Considerações finais

Em relação ao consumo, convém salientar que o Song faz, em modo híbrido, até 40 km por litro, uma marca notável para um veículo de 1.675 kg. Rodamos 350 quilômetros e ainda sobraram mais de 800 km de autonomia, o que permitiria uma ida tranquila a Curitiba.

Vale a pena este Song, embora não seja imune a críticas. A BYD produz o modelo apenas na forma híbrida, o que não deixa de ser um risco comercial em momentos de aumento do preço do petróleo, que podem estimular novamente a compra de elétricos puros.

Embora a BYD já tenha mostrado a nova versão do Song no Salão de Pequim (com as linhas arredondadas que seguem a tendência 2026 da marca na China e Europa), sinceramente, este Song Pro comercializado no Brasil é mais bonito.

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