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Após acusação de racismo, Sephora fecha lojas nos EUA para oficinas sobre diversidade

Medida ocorre após a cantora SZA denunciar episódio constrangedor dentro de uma das filiais na Califórnia

Por
Lou Cardoso

SZA relatou que foi vítima de racismo dentro de uma loja da Sephora na Califórinia

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A marca Sephora fechou, na manhã desta quarta-feira, as suas lojas nos Estados Unidos para promover uma oficina sobre diversidade. Durante uma hora, os 16 mil funcionários participaram da ação que ocorre após a cantora SZA relatar que foi vítima de racismo em uma das filiais na Califórinia. 

De acordo com a Sephora, o treinamento esteve em desenvolvimento meses antes do episódio com SZA, o que prejudicou os esforços da empresa para se posicionar como uma defensora da diversidade. A Sephora, que pediu desculpas à SZA no mês passado, disse que o incidente "reforça porque o pertencimento é agora mais importante do que nunca".

Além do fechamento das lojas, a empresa disse que também fecharia seus centros de distribuição e o escritório corporativo para as oficinas a fim de discutir o que significa pertencer ao contexto de "identidade de gênero, raça e etnia, habilidades de idade e muito mais". 

A Sephora forneceu poucos detalhes sobre as oficinas, que foram fechadas para o público e não respondeu sobre o que seria ensinado, quem conduziria os workshops e como eles seriam projetados.

Diversidade como parte da marca

A empresa, que pertence ao grupo de luxo Moët Hennessy Louis Vuitton LVMH, coloca a diversidade como parte de sua marca há muito tempo. Há dois anos, a companhia ajudou a lançar a linha Fenty, de Rihanna, conhecida por sua gama de bases que variam os tons do marrom claro ao profundo. 

Após o caso de racismo denunciado por SZA, Rihanna enviou para a cantora um vale-presente da Fenty. "Vá comprar Fenty Beauty em paz, sis! Com amor, Rihanna", escreveu ela no bilhete que acompanhou o presente.