Carlos Corrêa / Interino
O Inter ficou devendo em seu primeiro jogo na temporada. Por mais desconto que tenha que se dar pelo fato de ser a estreia em partidas oficiais no ano, a torcida esperava uma apresentação um pouco melhor, ainda mais considerando-se que Roger Machado colocou em campo o que tinha de melhor.
Quem não começou o jogo, é porque estava lesionado ou sem condições físicas. Ou seja, no curto prazo, os "reforços” são Bernabei, Fernando, Tabata e Valencia. Rochet não volta tão cedo e Mercado só joga no segundo semestre. De resto, o que Roger Machado tem à disposição para a fase de classificação no Gauchão é isso aí. E, convenhamos, deveria ser o suficiente para, pelo menos, vencer o Guarany de Bagé.
O empate escancarou um problema de planejamento do futebol colorado, que é a falta de opções no setor defensivo. Assim como já ocorrera no amistoso contra o México, Bruno Gomes também se lesionou ainda no primeiro tempo. Ontem, ainda houve outra substituição cedo inesperada, que foi a de Clayton. E assim se desmontou a defesa colorada. Nem Aguirre e nem Pablo deram boa resposta nas laterais. O miolo também ficou devendo e o primeiro gol do Guarany é a prova disso, a bola passou por toda a área vinda de um lateral e ninguém conseguiu afastar.
Que o Inter precisa com urgência de mais zagueiros é sabido desde que a temporada 2024 terminou. Mesmo que contrate agora, até o novo reforço chegar, ter a situação legal regularizada e entrosar-se com o restante do time, lá se vai pelo menos um mês. Em um campeonato no qual a fórmula não propicia lá muita margem de manobra. Se tropeçar muito, a vaga fica pelo caminho mesmo.
Em suma, o Inter colhe agora algumas falhas de planejamento. Os problemas financeiros eram sabidos. As necessidades idem. Bastou um jogo para deixar tudo isso mais claro.
