Oficina de Jornalismo

Livros clássicos seguem com bons números de vendas na 71ª Feira do Livro

Venda das obras é um ponto de encontro entre avós, pais, filhos e netos

Expositor Gelson Niffa na banca de livros panorama durante a 71ª Feira do Livro de Porto Alegre
Expositor Gelson Niffa na banca de livros panorama durante a 71ª Feira do Livro de Porto Alegre Foto : Layner Duarte / Especial / CP

Por Layner Duarte*

Passeando pela Feira do Livro de Porto Alegre, observamos um verdadeiro cardápio literário. Há quem busque o best-seller do momento, o mistério mais recente ou o romance de maior destaque. Contudo, em meio a essa variedade, um segmento resiste ao tempo: as obras clássicas. A procura por esses títulos não é apenas uma busca por boas histórias, mas um movimento de nostalgia impulsionado pelos pais e, principalmente, avós.

A sensação é de um retorno à infância, onde a literatura que marcou o passado agora serve de ponte para conectar e enriquecer a vida dos mais jovens, garantindo que esses grandes clássicos continuem a circular e a atingir excelentes números de venda na feira.

Entre uma banca e outra, na busca de entender melhor esse movimento de retorno às raízes da literatura, Gerson Niffa, expositor da Livraria Panorama, disse que a onda de vendas dos clássicos, adultos e infantis, está diretamente ligada à nostalgia e à busca por histórias de qualidade.

Morros dos Ventos Uivantes

Segundo ele, o livro se torna uma ferramenta vital de desenvolvimento e interação. “Os pais e os avós talvez sintam uma nostalgia, com as histórias. Mas o importante é que estão retornando as vendas dos clássicos infantis e adultos”, frisou. O expositor destaca que algumas obras, como o “Morro dos Ventos Uivantes”, romance do ano de 1847, já estão esgotadas na banca da livraria.

Muitos pais e avós querem que filhos e netos sintam o prazer da leitura. "O livro oferece uma viagem que serve como um refúgio saudável e construtivo, combatendo a alienação das telas”, destacou Niffa. Segundo ele, a participação ativa de avós, utilizando inclusive suas aposentadorias para garantir que esses clássicos circulem, sublinha o valor de histórias que promovem o pensamento crítico e o diálogo familiar.

"A venda robusta dos clássicos assegura que, mesmo na era digital, o legado da boa leitura não só persiste, mas se renova a cada nova página folheada por pais, avós e netos”.

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*Supervisão Luciamem Winck

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