Oficina de Jornalismo

Consciência negra: será que a Feira do Livro está consciente?

Conteúdos sobre negritude são raros na Praça da Alfândega

No mês da Consciência Negra faltam livros sobre a negritude na Feira do Livro
No mês da Consciência Negra faltam livros sobre a negritude na Feira do Livro Foto : John Wesley da Silva / Especial / CP

Por John Wesley da Silva*

Ao caminhar pelas ruas da cidade durante a Feira do Livro, é fácil se encantar com a variedade de obras, autores e ideias. Mas em pleno mês da Consciência Negra, uma ausência salta aos olhos: onde estão os conteúdos sobre negritude? Seria falta de interesse do público ou das editoras?

Expositora do evento, Ellen trabalhia no estande da Editora Libretos, presente há mais de 13 anos no evento. Para ela, é fundamental que existam livros voltados ao público afro e eventos que valorizem a cultura negra. “Quando a gente valoriza a cultura afro, está valorizando a cultura brasileira”, afirmou.

Ellen também destacou a importância de ter pessoas negras participando dos estandes, como público, autores ou editores, “pois isso cria identificação e fortalece o diálogo”. O tema ainda desperta polêmica, e não é raro encontrar resistência, muitas vezes moldada por visões políticas. “Mas justamente por isso ele precisa ser debatido, falado e divulgado”. “Só assim poderemos, quem sabe, construir uma feira e um mundo um pouco mais conscientes”.

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*Supervisão Luciamem Winck

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