O governo federal anunciou, nesta quarta-feira, mais uma leva de iniciativas de auxílio ao Rio Grande do Sul. As ações têm como foco o apoio à retomada das atividades empresariais. No total, as linhas de crédito chegam a R$ 16,5 bilhões para o financiamento de micro, pequenas, médias e grandes empresas, além do setor da agricultura.
Os prazos apresentados são mais longos e os juros mais baixos que os tradicionalmente aplicados. Uma das iniciativas mais aplaudidas foi a criação de um fundo garantidor de operações no valor de R$ 600 milhões, com o governo federal atuando como uma espécie de avalista para que pequenos e médios empresários tenham acesso a linhas de crédito já existentes.
A nova série de medidas não retira do cenário o temor, amplo e embasado, de que a burocracia ainda representa um obstáculo a ser vencido diante dos impactos gerados pela maior tragédia climática da história do país. O próprio presidente Lula reconheceu a preocupação em sua manifestação durante o ato do anúncio, realizado em Brasília.
O petista garantiu que o governo está trabalhando para que os financiamentos e investimentos anunciados saiam do papel. O presidente destacou ainda que o conjunto de ações da União desde o início da tragédia no Rio Grande do Sul, que completou um mês nesta quarta-feira, inaugura uma nova forma de atuação pública no enfrentamento de impactos ambientais.
"Nós mudamos o paradigma de como tratar de problemas climáticos neste país. "A nossa preocupação, neste momento, é que não haja qualquer empecilho burocrático que atrapalhe as decisões do governo a chegar na ponta", afirmou.
E é assim que deve ser. A população gaúcha não tem condições de esperar.
