Praticamente três anos após Eduardo Leite ter assumido o comando do PSDB nacional, partido ao qual ele agora nem pertence mais, Aécio Neves assume o posto com desafios similares. Aécio foi confirmado, como previsto, para a presidência nacional, nesta quinta-feira, em ato em Brasília. O principal desafio será uma espécie de reconstrução, que passa pela tentativa de retomar a relevância do PSDB. Com 37 anos, o partido que estava acostumado ao protagonismo, se tornou quase um nanico.
O primeiro baque significativo aconteceu na disputa de 2018, quando o PSDB foi a principal vítima do fenômeno Bolsonaro. Na época, o então candidato tucano Geraldo Alckmin, hoje vice-presidente da República pelo PSB, conquistou apenas 4,64% dos votos, em um desempenho pífio. De lá para cá, a situação só piorou e ficou ainda mais delicada com as investidas que levaram a uma debandada em massa, a perda de prefeitos e dos três governadores que havia eleito.
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Visando separar o joio do trigo e manter em cargos estratégicos apenas tucanos que pretendem permanecer no PSDB e trabalhar para seu crescimento, todos os presidentes estaduais deixarão os cargos até domingo. A executiva nacional indicará, então, os próximos dirigentes. Em tempo: pré-candidato do PSDB ao Piratini, o prefeito de Guaíba, Marcelo Maranata, participou com desenvoltura do ato nacional.
Yeda Crusius não descarta concorrer ao Senado
Convidada para retornar ao PSDB e disputar uma das duas vagas ao Senado nas eleições de 2026, a ex-governadora Yeda Crusius não descartou a possibilidade. Ela tomará a decisão no ano que vem. “Nunca me afastei da vida política, apenas da partidária. A maneira como vou ajudar em 2026 não está definida. Não posso descartar nenhuma alternativa. Não descarto que seja eleitoralmente. Mas não tomarei a decisão em meio ao tumulto de fim de ano”, disse Yeda, em entrevista ao programa Esfera Pública, da Rádio Guaíba. Yeda se desfiliou do PSDB em setembro de 2024.
