Taline Oppitz

AL: CPI da Equatorial e RGE depende da validade de apoio do presidente

Assinatura de Pepe Vargas (PT), presidente da Assembleia, pode ser contestado; oposição estuda alternativas para viabilizar comissão investigativa

Miguel Rosseto (PT) é o autor do requerimento da CPI
Miguel Rosseto (PT) é o autor do requerimento da CPI Foto : Fernando Gomes/ALRS/CP

A possibilidade de criação da CPI da CEEE Equatorial e da RGE voltou a mobilizar a Assembleia. Delegado Zucco (Republicanos) foi o 19º deputado a assinar o requerimento de criação da comissão, nesta terça-feira, número necessário para o avanço da iniciativa. O requerimento, de autoria do líder da bancada do PT, Miguel Rossetto, foi apresentado há um ano e meio, em janeiro de 2024, após forte temporal que atingiu o Estado.

No início da noite desta terça-feira, em meio à organização dos trâmites necessários e à celebração, por parte da oposição, e da articulação de integrantes do governo, que alinhavam reunião, surgiu a dúvida sobre a validade do apoio de Pepe Vargas (PT).

Ele assinou o requerimento em 2024, mas desde fevereiro deste ano está na presidência da Assembleia. Na avaliação de dois especialistas no regimento interno da Casa ouvidos pela coluna, a assinatura de Pepe não pode mais ser considerada.

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No Legislativo, a tendência é a de que se instaure queda de braço com interpretações distintas do regimento. Uma das alternativas seria a bancada do PT, ou o próprio Rossetto solicitar que a pauta seja submetida à análise do plenário.

Outras alternativas em discussão até a noite desta terça-feira eram provocar o posicionamento da mesa diretora ou levar o tema para o terreno jurídico. Caso o governo do Estado tenha que atuar na tentativa de convencer algum aliado a recuar do apoio à CPI, a empreitada será complexa, pois o movimento certamente acarretará desgaste político.

Na opinião pública, há praticamente consenso de que os serviços prestados pelas companhias de energia elétrica no Estado deixam muito a desejar.

Além de Rossetto, assinaram o requerimento os deputados Pepe Vargas, Adão Pretto, Halley Lino, Jeferson Fernandes, Stela Farias, Valdeci Oliveira, Zé Nunes, Sofia Cavedon, Leonel Radde e Laura Sito, todos do PT, Luciana Genro e Matheus Gomes, do PSol, Rodrigo Lorenzoni, Paparico Bacchi e Kelly Moraes, do PL, Bruna Rodrigues (PCdoB), Capitão Martim e Zucco (Republicanos).

Avaliação sobre os serviços era a mesma

O requerimento de criação da CPI foi elaborado por Rossetto em janeiro de 2024. Desde então, contava com 18 assinaturas. À época, o Executivo articulou e emplacou uma comissão especial para tratar do tema.

Apesar das divergências sobre a melhor forma de tratar da situação, deputados da oposição e da base tinham a mesma avaliação, de que a prestação de serviços das empresas de energia no Estado está bem longe do satisfatório.