A manifestação do Tribunal de Contas do Estado, sobre a proposta do governo gaúcho, do bloco 2 de concessões, dia 21 de setembro, como antecipado pela coluna, mesmo que favorável, não encerrará as críticas e resistências ao projeto. O descontentamento não circula apenas entre deputados e lideranças de partidos da oposição à esquerda e à direita, mas também em ala considerável de aliados de Eduardo Leite.
Apesar do cenário controverso, pelo menos por enquanto, o governo mantém a convicção e levará adiante os planos. Com a manifestação do TCE, a intenção é a de realizar o leilão na B3, em São Paulo, entre outubro e novembro.
A pauta já integra as estratégias eleitorais de adversários do Executivo para desgastar Gabriel Souza (MDB) durante a campanha. O atual vice-governador foi escolhido por Leite para representar o programa que vem sendo implementado no Estado nas eleições de 2026.
- TCE se manifestará sobre bloco 2 no dia 21 de setembro
- Projetos, CPI, Bloco 2: Segundo semestre será intenso na Assembleia Legislativa
- Governo do RS tentará acordo sobre pacote na Assembleia Legislativa
Gabriel chegará à disputa na titularidade do governo, em função da renúncia de Leite, prevista para abril, mas que pode acabar ocorrendo antes, dependendo das articulações visando os planos pessoais de Leite nacionalmente. Uma das táticas envolve a comparação com as concessões realizadas pelo então governador Antônio Britto.
Foram 15 anos de vigência, com contratos considerados prejudiciais para o Estado e favoráveis às empresas, e que deflagraram, no campo político, uma das bandeiras mais exploradas pela oposição à esquerda ao longo de vários governos.
Lideranças do MDB, partido de Gabriel, reconhecem, reservadamente, preocupação e irritação com a insistência na iniciativa, conscientes de que terão de lidar com o desgaste das concessões, nos moldes como estão sendo levadas adiante, ao longo da campanha.
O bloco 2 de concessões estabelece a instalação de 24 pórticos, atingindo 32 municípios, um total de 414,91 quilômetros de extensão e seis rodovias. A proposta do governo prevê um aporte de R$ 1,5 bilhão de recursos públicos via Funrigs.
