Taline Oppitz

Governo do RS atua nos bastidores para inviabilizar CPI da Energia

Contatos estão sendo feitos com deputados que poderiam retirar as suas assinaturas do requerimento de abertura da comissão

Governo começou a se mexer nos bastidores
Governo começou a se mexer nos bastidores Foto : Mauricio Tonetto / Secom / CP

A procuradoria-geral da Assembleia deve apresentar ao presidente da Casa, Pepe Vargas (PT), entre esta sexta-feira e segunda-feira, o parecer sobre o cumprimento dos requisitos técnicos do requerimento que pede a criação da CPI sobre as empresas de energia no Estado. Segundo a coluna apurou, as exigências estão contempladas. Nos bastidores, articuladores do governo entraram em campo.

Estão sendo feitos contatos com deputados que poderiam retirar a assinatura do requerimento que pede a criação da CPI. Um dos argumentos é o de que a esquerda utilizará a comissão para explorar pauta mais ampla do que a qualidade da prestação dos serviços das empresas de energia no Rio Grande do Sul, colocando as privatizações no centro dos debates.

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A empreitada do governo é complexa, mas no caso de êxito, será iniciado outro embate em torno da possibilidade de retirada de assinatura do requerimento da CPI após o protocolo. Há entendimento inicial de que o recuo, nesta fase, não é mais possível.

Diante do avanço da CPI, a CEEE Equatorial, em nota à coluna, reafirmou “seu compromisso com a transparência, o diálogo institucional e o respeito ao processo democrático. A empresa está à disposição da Assembleia para prestar os esclarecimentos necessários sobre suas operações no Rio Grande do Sul”.

A nota cita ainda que desde que assumiu a concessão, em 2021, a distribuidora trabalha e investe para modernizar a rede elétrica e melhorar o atendimento aos mais de 1,97 milhão de clientes nos 72 municípios da sua área de concessão.