A procuradoria-geral da Assembleia deve apresentar ao presidente da Casa, Pepe Vargas (PT), entre esta sexta-feira e segunda-feira, o parecer sobre o cumprimento dos requisitos técnicos do requerimento que pede a criação da CPI sobre as empresas de energia no Estado. Segundo a coluna apurou, as exigências estão contempladas. Nos bastidores, articuladores do governo entraram em campo.
Estão sendo feitos contatos com deputados que poderiam retirar a assinatura do requerimento que pede a criação da CPI. Um dos argumentos é o de que a esquerda utilizará a comissão para explorar pauta mais ampla do que a qualidade da prestação dos serviços das empresas de energia no Rio Grande do Sul, colocando as privatizações no centro dos debates.
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A empreitada do governo é complexa, mas no caso de êxito, será iniciado outro embate em torno da possibilidade de retirada de assinatura do requerimento da CPI após o protocolo. Há entendimento inicial de que o recuo, nesta fase, não é mais possível.
Diante do avanço da CPI, a CEEE Equatorial, em nota à coluna, reafirmou “seu compromisso com a transparência, o diálogo institucional e o respeito ao processo democrático. A empresa está à disposição da Assembleia para prestar os esclarecimentos necessários sobre suas operações no Rio Grande do Sul”.
A nota cita ainda que desde que assumiu a concessão, em 2021, a distribuidora trabalha e investe para modernizar a rede elétrica e melhorar o atendimento aos mais de 1,97 milhão de clientes nos 72 municípios da sua área de concessão.
