Taline Oppitz

Hugo Motta decide acabar com pendências envolvendo colegas

Presidente da Câmara dos Deputados afirmou que buscará um desfecho para os quatro processos envolvendo parlamentares da Casa

Nesta terça-feira, Glauber Braga ocupou a cadeira de Motta e foi expulso pela polícia
Nesta terça-feira, Glauber Braga ocupou a cadeira de Motta e foi expulso pela polícia Foto : Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados/CP

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos), anunciou na reunião de líderes, e depois, publicamente, que fará uma limpa em pautas que aguardam desfecho antes do recesso. Além da proposta da Dosimetria, Motta decidiu, enfim, levar adiante os processos relativos a parlamentares que estão pendentes, incluindo dois fugitivos e um que abandonou o mandato.

Ao citar a situação de Eduardo Bolsonaro (PL), que está desde março nos EUA, Motta foi claro ao afirmar que ele já atingiu o número de faltas que leva à cassação. O caso será analisado pela mesa diretora. “O deputado Eduardo Bolsonaro já tem o número de faltas que são suficientes para a cassação do seu mandato. Como todos sabem, ele está no exterior por decisão dele. Foi para os Estados Unidos, não tem frequentado as sessões da Casa. É impossível o exercício do mandato parlamentar fora do território nacional”, disse Motta.

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Os outros três parlamentares que terão seus casos analisados são Carla Zambelli (PL), Alexandre Ramagem (PL) e Glauber Braga (PSol). A situação de Zambelli será concluída na Comissão de Constituição e Justiça, nesta quarta-feira, e será encaminhada, de pronto, ao plenário, que também analisará a situação de Glauber Rocha (PSol).

Ele foi acusado pelo Novo de agredir um integrante do MBL. Nesta terça-feira, ele foi retirado da mesa diretora da Casa após protestar contra seu processo de cassação. Zambelli e Ramagem foram condenados pelo Supremo e estão foragidos.

Zambelli, em função da violação do sistema do Conselho Nacional de Justiça, pegou 10 anos e foi condenada à perda do mandato. Fugiu para a Itália, foi capturada e presa naquele país. Ramagem, que comandou a Abin no governo Bolsonaro, foi condenado a 16 anos e um mês e a perda do mandato no processo de tentativa de golpe de Estado. Ele fugiu para os EUA.