Taline Oppitz

Obras do dique de proteção contra cheias de Eldorado do Sul vão atrasar

Essa é considerada um das principais iniciativas envolvendo os governos federal e estadual após a enchente de 2024

Destruição e descartes por todas as ruas de Eldorado do Sul
Destruição e descartes por todas as ruas de Eldorado do Sul Foto : Camila Cunha / CP Memória

*Interina

Considerada uma das principais obras de proteção contra as cheias após a tragédia de maio de 2024, o dique de Eldorado do Sul, na região Metropolitana, vai demorar um pouco mais para sair efetivamente do papel. A obra será realizada pelo governo do Estado com recursos do fundo de recuperação criado pelo governo federal, no valor de R$ 6,5 bilhões, para esses empreendimentos.

O assunto esteve em pauta na visita do ministro Rui Costa (PT) ao Rio Grande do Sul. Em coletiva, o governador Eduardo Leite (PSDB) destacou que havia a possibilidade um esforço através de uma contratação integrada, prevista na lei de licitações, para dar andamento ao projeto.

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Inicialmente, o governo do Estado trabalhava com a possibilidade de lançar a licitação ainda no início de 2025, com previsão de investimento superior a R$ 530 milhões. Porém, após consulta ao Tribunal de Contas da União (TCU) e à Procuradoria Geral do Estado (PGE), houve a indicação de que não seria possível colocar essa etapa dentro desse regime diferenciado. A estratégia era encurtar um pouco o cronograma, explicou o secretário estadual de Reconstrução, Pedro Capeluppi.

Assim, agora, primeiro será necessário contratar a atualização do anteprojeto e depois efetuar a contratação integrada. A atualização envolverá, além do projeto de Eldorado, as obras do Arroio Feijó (que abrange Alvorada e Porto Alegre).

No momento, ainda não há previsão para o início efetivo das obras. Eldorado foi a cidade mais afetada pela enchente.