O presidente do Congresso Nacional, senador Davi Alcolumbre (União Brasil) , é uma das apostas do governo gaúcho nas articulações que envolve a derrubada de vetos do presidente Lula ao Propag, o novo programa de renegociação das dívidas dos estados com a União.
Alcolumbre foi o relator do texto que criou o programa e participou das negociações sobre a situação inédita do Rio Grande do Sul com o Ministério da Fazenda. O governo gaúcho acordos que os vetos foram orientados pelo Ministério do Planejamento. Dos 14, seis acordos foram previamente acordados com a Fazenda e atingiram também outros estados.
O prazo para a adesão ao Propag vai até 31 de dezembro, mas no caso do Rio Grande do Sul, ela será “ficta”. "É uma espécie de manifestação de interesse. A adesão efetiva ocorrerá apenas em 2027 , após o fim da vigência do PLC 206, que suspendeu, por três anos, o pagamento da dívida com a União", disse a secretária da Fazenda, Pricilla Santana.
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Alcolumbre convocou a sessão do Congresso, na primeira do ano, para o dia 17. Até lá, além de movimentos de lideranças gaúchas, ocorreram também articulações de outros governadores . Entre eles, Romeu Zema (Novo), de Minas Gerais, que estará em Brasília nesta quarta-feira, acompanhado de representantes de outros poderes do estado.
Cláudio Castro (PL), do Rio de Janeiro, é outro gestor que vem mantendo sucessivas reuniões em torno da Propag. O governador Eduardo Leite (PSD) passou ontem para a Capital Federal.
Além de 60 vetos pendentes de análise, entre eles os do Propag, a sessão do Congresso do dia 17 será marcada ainda pela leitura do requerimento para a instalação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CMPI) sobre as fraudes nos descontos do INSS.
