Foi com pompa, circunstância e presença feminina maciça, dos mais diversos campos ideológicos, que o governador Eduardo Leite (PSD) anunciou, nesta quarta-feira, a retomada da Secretaria das Mulheres.
O desfecho, antecipado pela coluna, se deu a partir de movimento, encabeçado pela deputada Bruna Rodrigues (PCdoB), que comanda a procuradoria Especial da Mulher da Assembleia, e que teve início após o feriado da Páscoa, marcado por dez feminicídios em apenas quatro dias no Estado.
A moção com o pedido de retomada da pasta, dez anos após sua extinção, foi assinada por 50 dos 55 parlamentares estaduais. Em sua fala no ato, Bruna lembrou que ela e Leite são de campos opostos na política partidária, mas agradeceu o governador.
A deputada conhece o tema de perto. Sua mãe sofreu violência por 25 anos. Segundo Leite, o governo ouviu o movimento vinculado às mulheres e repensou a estrutura, o que “não é nenhuma fraqueza”. A recriação está sendo comemorada, mas não encerrará as cobranças.
- Governador anuncia que o Rio Grande do Sul voltará a ter uma Secretaria da Mulher
- Eduardo Leite confirmará retomada de pasta das Mulheres
- Após dois meses, Bia Araújo retorna. Ela comandará área de cultura no Banrisul
Pelo contrário. Além do anúncio, uma série de outras iniciativas vinculadas à retomada da pasta serão acompanhadas e cobradas. Um dos pontos que será observado no detalhe é a verba destinada para a secretaria no Orçamento-Geral do Estado para o ano que vem.
Este ponto, aliás, foi abordado pela deputada Stela Farias (PT), horas após o anúncio de retomada da pasta, durante audiência pública, na Comissão de Finanças da Assembleia, para debater a LDO.
Segundo o chefe da Casa Civil, Artur Lemos, que estava na audiência, o orçamento da pasta, cuja criação depende de aprovação do projeto que será encaminhado ao Legislativo, constará na proposta orçamentária, que está em elaboração.
