A vinda do ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa, nesta terça e quarta-feira, ao Rio Grande do Sul, para balanços de ajuda do governo federal ao Estado, não encerrará o impasse em torno do impacto dos vetos do presidente Lula (PT) ao Propag, o novo programa de renegociação das dívidas com a União.
É fato que o Propag, de autoria do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, é o melhor plano colocado na mesa para os estados endividados em mais de duas décadas. A curto prazo, no entanto, considerando a situação inédita e exclusiva do Rio Grande do Sul, a cautela do governador Eduardo Leite (PSDB) é compreensível e necessária.
O impasse entre a União e o governo gaúcho reflete não apenas as dificuldades de conciliar interesses federativos, mas também a urgência de soluções concretas para destravar investimentos em um Estado que enfrenta desafios econômicos históricos e os reflexos de um episódio climático de igual proporção. Neste contexto, o componente político não pode ser ignorado.
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As relações entre o governo estadual e a União, muitas vezes marcadas por desconfianças e interesses divergentes, precisam ser ressignificadas em nome do bem comum. O prazo para a adesão ao Propag se estende até 31 de dezembro de 2025, mas seus impactos para o Rio Grande do Sul irão bem mais além.
Outro ingrediente que não pode ser ignorado é o de que, quanto mais perto do prazo fatal, mais contaminado o cenário ficará em função das eleições gerais de 2026. O fato de Leite ser um player nacional torna a situação ainda mais complexa.
