O Banco de Sangue é essencial para a manutenção da saúde pública, pois oferece suporte para diversos tipos de tratamentos médicos e de emergências. A doação regular de sangue é um ato de solidariedade fundamental para garantir o abastecimento dos estoques e com volumes disponíveis quando necessário. Em Canoas, o Banco de Sangue do Hospital Universitário (HU), além de ser uma unidade de coleta e transfusão, é referência para outros hospitais que atendem a rede do Sistema Único de Saúde (SUS) no município.
O Banco de Sangue do HU é um núcleo de hemoterapia, pois distribui sangue para os demais hospitais do município e para as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), quando requisitado. "Dentro da hemorrede estadual, somos classificados como um núcleo de hemoterapia, pois estamos inseridos na política estadual do sangue, que atende a rede SUS. Fazemos a distribuição para os demais hospitais, garantindo sangue para todo o leito SUS que existe em Canoas", explicou a responsável pelo Banco de Sangue do HU, médica hematologista, Eliete Rosane Martins Pereira.
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— Correio do Povo (@correio_dopovo) August 13, 2026
Segundo ela, ao compreender a importância do serviço, mais pessoas podem ser incentivadas a se tornar doadoras regulares, contribuindo para salvar vidas e melhorar os cuidados de saúde na rede municipal. “O ideal seria receber de 50 a 60 doadores por dia, mas a média atual é de 30”, contabilizou. Conforme Eliete, a coleta não pode ultrapassar mais de 15 minutos e isso corresponde a um volume de, no máximo, 450 ml por doador. “A regra é coletar 80 ml por quilo em mulheres e 90 ml por quilo em homens. Nossas bolsas de sangue são padronizadas para coletar no mínimo 300 ml", disse.
Sinais vitais
Os doadores que chegam são cadastrados. "Todo doador tem que ser rastreável e deve se apresentar com um documento oficial com fotografia. Depois do cadastramento, ele passa por uma triagem para avaliação dos sinais vitais, como frequência cardíaca, pressão arterial e temperatura. A intenção é apurar se ele tem condições de fazer a doação. Pessoas com anemia não podem doar sangue", assinalou.
Depois, conforme Eliete, o voluntário vai para o consultório e responde a um questionário. "São perguntas para saber que medicação ele usa, se não representa nenhum risco, se tem alguma doença que torne ele mais sensível a perda de sangue, se não é cardiopata, se já teve AVC, se é uma pessoa com risco de desmaiar e entre tantas outras considerações para protegê-lo e também para proteção de quem vai receber o sangue". Depois do questionário, ela é classificada como apta ou não para doação. Sendo apta, segue para coleta.
“Em um mês considerado bom, conseguimos coletar em torno de 600 bolsas. Em um mês ruim, esse número cai para 400 bolsas", comparou. Segundo ela, o tipo de sangue mais necessário no estoque é do grupo O. "O sangue do grupo sanguíneo O é usado em todos os pacientes politraumatizados com hemorragia grave. Por isso é importante tê-lo no estoque”.