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Hospital Universitário de Canoas fará novo mutirão para teste da orelhinha

Segunda ação acontecerá em 15 e 16 de agosto; exame busca diagnosticar precocemente alterações auditivas

O HU possui em torno de 1,6 mil crianças aguardando na fila para a realização do procedimento
O HU possui em torno de 1,6 mil crianças aguardando na fila para a realização do procedimento Foto : Larissa Schreiber / ASM / CP

Dos 600 exames ofertados, chamados e agendados no último Mutirão do Teste da Orelhinha (Triagem Auditiva Neonatal), promovido pela Associação Saúde em Movimento (ASM) no Hospital Universitário de Canoas, em 25 e 26 de julho, apenas 193 comparecem. A ação inédita, projetada para atender recém-nascidos de até três meses, com o objetivo de diagnosticar precocemente alterações auditivas, teve baixa adesão dos pais e mais uma vez preocupa pelo grande índice de abstenção. Um segundo mutirão vai acontecer nos dias 15 e 16 de agosto, onde serão chamadas 500 crianças com mais de três meses de vida. A fila de espera para o procedimento gira em torno de 1,6 mil pacientes.

Apesar da falta de comprometimento dos pais que não compareceram, que equivale a uma taxa de abstenção de 67,8%, a superintendente da ASM, Tatiani Pacheco, elogiou aqueles que estiveram no hospital e reforçou a importância da iniciativa. “A iniciativa busca agilizar o atendimento e garantir o direito de acesso à saúde preventiva”, disse.

Segundo ela, naquelas crianças que forem identificadas alterações ou problemas auditivos posterior ao exame, será feito o encaminhamento para os profissionais do HU e estas permanecerão vinculadas à unidade hospitalar que terão pleno acompanhamento. “Mais uma vez reforçamos que nosso objetivo é trazer saúde à população do SUS e reiteramos nosso compromisso e comprometimento com o município de Canoas e cidades referenciadas.”

Sobre a questão da abstenção, Tatiani lembra que o HU possui em torno de 1,6 mil crianças aguardando na fila para a realização do procedimento e que neste primeiro mutirão, menos da metade compareceram, retirando a chance de outras crianças realizarem a consulta. Segundo ela, isso impacta diretamente em todo o sistema de saúde pública e também interfere na campanha que o Hospital Universitário tem feito junto aos usuários. “Aqueles pacientes que não tiverem condições de vir à consulta, que não confirmem, porque isso impacta na vida de outra pessoa que deixa de ser atendida. Isso tira o lugar na fila de crianças que já estão esperando há tempos para fazer esse atendimento”, ressalta a superintendente da Associação.

O fonoaudiólogo Lucas Schmidt explica que o exame é feito para avaliar se o som chega corretamente e de uma maneira efetiva no sistema auditivo da criança. Conforme o fonoaudiólogo o exame é rápido, indolor e fundamental para identificar perdas auditivas em bebês nos três primeiros meses de vida. Quando descobertos precocemente, os problemas de audição podem ser tratados a tempo de evitar prejuízos no desenvolvimento da fala e da linguagem da criança.

“Esse exame é importante para diminuirmos a possibilidade de problemas auditivos futuros. Crianças que não fazem o teste da orelhinha precisam fazer exames complementares ou até mesmo usar aparelhos em grau mais severos. Então o exame da orelhinha é para a prevenção de perdas auditivas.” Neste segundo mutirão, destinado às crianças com mais de três meses, o exame é chamado de BERA (Teste de Potencial Evocado Auditivo) é um exame indolor, não invasivo e de curta duração, que tem a mesma finalidade de identificar perdas auditivas neurossensoriais.

Aqueles pais que forem contatados e não puderem comparecer à consulta, devem entrar em contato pelo Núcleo Interno de Regulação (NIR) através do telefone (51) 3112-8791 ou pelo e-mail: contato.nir@hucanoas.com das 8h às 17h30, de segunda à sexta-feira.

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