A operacionalização do Centro de Referência em Cardiologia Coração Vivo, dentro do Hospital Universitário (HU) de Canoas, é um sonho antigo da Associação Saúde em Movimento (ASM), gestora da instituição, que neste mês de junho finalmente saiu do papel, se tornou realidade e entrou em operação. Efetivamente um espaço para salvar vidas, o local ganhou importância entre os 13 municípios referência para procedimentos intervencionistas cardiológicos que, mensalmente tem um custo mínimo de R$ 200 mil. O custeio do serviço, considerado essencial para a população, é pago com recursos públicos de forma tripartite: município, Estado e União.
A superintendente do HU, Tatiani Pacheco, explica que a ideia da implementação do Centro é desenvolver uma linha completa de cuidado na área de cardiologia. "Desde a realização dos exames preventivos, até o extremo que seriam as cirurgias mais invasivas, abertas, de cardiologia, com a utilização de equipamentos modernos e tecnologia de ponta, que agora temos à disposição aqui no HU."
A projeção, segundo ela, é que entre agosto e setembro, chegue na instituição o segundo angiógrafo, através do governo federal. "E a partir daí possamos expandir ainda mais esses atendimentos. A ideia é atender os pacientes referenciados, mas também abrir assistência para os outros municípios. Ser uma referência para o Estado. Hoje, temos pactualizados, além de Canoas, outros 12 municípios do RS. Quando falamos em tornar o HU em Centro de Referência é abrir o leque de habilitações para que pessoas de outros municípios possam ser atendidos aqui, abrir a cobertura de referência para o Estado."
Além de abrir as portas do Hospital Universitário para pacientes de outras cidades gaúchas, a vinda de um segundo angiógrafo também vai possibilitar a abertura de um novo setor: a Unidade de Arritmias, que está em fase de projeção. "Com a vinda desse equipamento a gente consegue fracionar e aumentar o número de possibilidades de atendimento. Essa nova unidade vai atender o mesmo público, mas vai possibilitar um atendimento mais rápido, com mais agilidade e segurança. A ideia é que o paciente não espere tanto tempo na fila do SUS, e que entre em uma linha de cuidado mais rápida. O paciente está com qualquer sintoma cardiológico, ele já vem para cá e já faz o tratamento neste setor específico", diz Tatiani.
Grande potencial
A superintendente destaca que o apoio do governo federal em toda essa articulação na implementação do projeto, através do Programa Agora Tem Especialistas, foi extremamente fundamental. "O governo federal viu no HU uma grande estrutura física, um grande potencial, e uma posição geográfica favorável, porém, tínhamos escassez de equipamentos e de recursos. Houve um incentivo da União, com um aporte de equipamentos para que pudéssemos dar esse pontapé inicial e uma resposta em qualidade de serviços para a comunidade."
Para reforçar ainda os atendimentos e qualificar os serviços ofertados pelo Centro de Referência de Cardiologia, muito em breve, serão habilitados 10 leitos de UTI coronariana, com o aparato que se tem em uma UTI cardiológica. "Essa ação é uma extensão do Coração Vivo, porque possivelmente muitos pacientes podem se tornar um problema de UTI. Principalmente aqueles que operam. Essa estrutura está praticamente pronta. É um ajuste de nomenclatura e de organização."
Para finalizar, Tatiani salienta que é importante cuidar do coração e por isso é fundamental ter esse atendimento na Região Metropolitana. "A gente, pelos estudos médicos, que a partir de 40 anos, os infartos, normalmente são fulminantes. Então, ter um local que se diga referência em cardiologia é muito benéfico para a população. A cardiopatia às vezes é silenciosa e o HU se preocupar em fazer esse movimento, só vem ajudar a população."
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