Copa do Mundo

A Copa do Mundo e suas polêmicas: relembre casos de dentro e fora de campo

De interferências de Trump a proteção a Messi, o maior Mundial de todos os tempos reuniu uma série de personagens e acontecimentos controversos

Jogador Balogun  foi expulso pelo árbitro brasileiro Raphael Claus
Jogador Balogun foi expulso pelo árbitro brasileiro Raphael Claus Foto : MICHAEL STEELE / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP / CP

Era previsível e não precisou sequer a maior Copa do Mundo começar para a lista de suas polêmicas ganhar o noticiário. Em dezembro de 2025, Gianni Infantino teve a façanha de (criar para) entregar a Donald Trump o Prêmio da Paz da FIFA. O presidente da entidade máxima do futebol jamais cogitou a hipótese de aplicar no país anfitrião (em Guerra) a mesma sanção para a Rússia não poder disputar uma vaga no torneio.

Ainda antes de a bola rolar, teve árbitro da Somália impedido de entrar nos Estados Unidos por razões não explicadas, teve revistas seletivas à determinadas delegações, sem contar a do Irã que só pode entrar em território americano para jogar. A concentração precisou ser no México.

Seletiva também foi a ordem para que o Haiti alterasse um desenho no seu uniforme. Questões políticas não são aceitas, mesmo que não existam. O caso dos argentinos com faixa da Guerra das Maldivas após o jogo com a Inglaterra será avaliado pela Fifa. Mas não agora. Pressa diferente da usada para liberar o centroavante norte-americano Balogun, expulso antes de uma partida decisiva. Trump ligou para Infantino, nenhum ficou da cor do vermelho e seguiu la pelota.

Dentro de campo os argentinos foram os protagonistas. Ou coadjuvantes, fruto de uma aparente proteção da arbitragem, principalmente a Messi. As intervenções do VAR em lances contra Egito e Suíça ficarão para sempre na lembrança com certo odor. Como mal cheirosos também foram os 'empates amigos' de alguns países na derradeira rodada da fase de grupos para escolher o melhor chaveamento.

Por fim, para não dizer que o Brasil esteve ausente das polêmicas (Neymar está na lista das vergonhas), dois dos raros jogadores do time de Carlo Ancelotti que se destacaram ficarão marcados por um momento crítico. Credenciado a entrar na turma de Messi, Mbappé, Kane e Haaland, Vini Júnior não bateu o pênalti contra a Noruega. Deu a bola a Bruno Guimarães e este deu início à despedida melancólica de uma geração que precisará de quatro anos e não três minutos para uma reidratação.