A eliminação de Senegal para a Bélgica na Copa do Mundo desencadeou uma crise institucional nos bastidores da seleção africana. Horas após o meia Pape Gueye anunciar sua renúncia da seleção devido a desavenças com a comissão técnica, denúncias de indisciplina e amadorismo por parte da diretoria foram expostas pela imprensa internacional.
Segundo o portal Sport News Africa, dirigentes senegaleses promoveram festas privadas e sem autorização no hotel da concentração enquanto os atletas treinavam e competiam no Mundial. Os eventos contavam com bebidas alcoólicas, gastos extravagantes, presentes caros e convidados sem ligação com a equipe, como amigos e criadores de conteúdo.
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Problemas na concentração
De acordo com o site As, da Espanha, funcionários do hotel registraram inúmeras reclamações devido ao barulho. Diante da apatia e irresponsabilidade da comissão técnica, os jogadores precisaram se virar sozinhos, e alguns chegaram a pedir fast-food no próprio hotel devido à desorganização interna.
O caos administrativo também atingiu o comando técnico. O treinador Pape Thiaw não possuía um contrato válido poucas horas antes da partida contra a Noruega, pela fase de grupos. O vínculo precisou ser assinado às pressas, momentos antes do deslocamento para o estádio, para evitar um escândalo que inviabilizaria a permanência da equipe no torneio.
Senegal vencia a Bélgica por 2 a 0 a cinco minutos do fim do tempo regulamentar. A equipe sofreu dois gols em cerca de três minutos e depois levou a virada no final da prorrogação.