A eliminação do Brasil na Copa do Mundo de 2026 é mais simbólica do que as quedas anteriores porque representa mais do que apenas o fim de mais uma chance de conquistar o Hexa. É o fim de uma era. Para o bem ou para o mal, pela primeira vez desde a queda em 2010, agora se inicia um ciclo em que a Seleção Brasileira não vai girar em cima de um mesmo nome: Neymar.
O fã-clube ainda pode alegar que, se Messi com 39 anos e Cristiano Ronaldo com 41 podem jogar, Neymar, que estará com 38, também pode. Mas Neymar não é e nunca foi Messi ou CR7. Neymar não é mais nem Neymar. Neymar agora, em termos de Seleção, é passado. E, justiça seja feita, o atacante é um dos que menos culpa tem nessa eliminação contra a Noruega. Mas deu, acabou.
Que a CBF aproveite a oportunidade e encare o próximo ciclo como um livro em branco. E, talvez o mais importante de tudo: que a entidade não mude o estilo das letras e das páginas desse livro trocentas vezes ao longo do processo. Assim, quem sabe toda uma geração que nasceu por volta do ano 2000 vai finalmente saber o que é ver o Brasil campeão do mundo.
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