Copa do Mundo

Carlos Corrêa: “Enfim vai começar um ciclo que não será em torno de Neymar”

CBF tem a chance de começar a escrever uma nova história a partir da preparação para 2030

Neymar emocionou-se ao final da partida contra a Noruega
Neymar emocionou-se ao final da partida contra a Noruega Foto : Alexandre Brum/Agencia Enquadrar/Estadao Conteudo/CP

A eliminação do Brasil na Copa do Mundo de 2026 é mais simbólica do que as quedas anteriores porque representa mais do que apenas o fim de mais uma chance de conquistar o Hexa. É o fim de uma era. Para o bem ou para o mal, pela primeira vez desde a queda em 2010, agora se inicia um ciclo em que a Seleção Brasileira não vai girar em cima de um mesmo nome: Neymar.

O fã-clube ainda pode alegar que, se Messi com 39 anos e Cristiano Ronaldo com 41 podem jogar, Neymar, que estará com 38, também pode. Mas Neymar não é e nunca foi Messi ou CR7. Neymar não é mais nem Neymar. Neymar agora, em termos de Seleção, é passado. E, justiça seja feita, o atacante é um dos que menos culpa tem nessa eliminação contra a Noruega. Mas deu, acabou.

Que a CBF aproveite a oportunidade e encare o próximo ciclo como um livro em branco. E, talvez o mais importante de tudo: que a entidade não mude o estilo das letras e das páginas desse livro trocentas vezes ao longo do processo. Assim, quem sabe toda uma geração que nasceu por volta do ano 2000 vai finalmente saber o que é ver o Brasil campeão do mundo.

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