Copa do Mundo

Domínio inútil: Posse de bola castiga seleções na Copa de 2026

As cinco seleções que mais dominaram a posse de bola na 1ª rodada do Mundial de 2026 saíram sem nenhuma vitória

Espanha empatou com Cabo Verde
Espanha empatou com Cabo Verde Foto : AFP

Ter mais posse de bola que o adversário não significa mais garantia de vitória. Ao menos na Copa do Mundo de 2026.

Segundo levantamento do jornal Marca, da Espanha, as cinco seleções que mais dominaram a posse de bola saíram sem vitória da 1ª rodada do Mundial. São elas:

  • Portugal (75%): empate com República Democrática do Congo
  • Espanha (74%): empate com Cabo Verde
  • Turquia (72%): derrota para Austrália
  • Suíça (68%): empate com o Catar
  • Uruguai (67%): empate com a Arábia Saudita

A primeira seleção a vencer com uma porcentagem de posse de bola superior foi a Alemanha. Os alemães golearam Curaçao (7 a 1) com uma posse de bola que mal chegou a 65%.

"Ter muita posse de bola nem sempre significa ter o jogo sob controle", disse Bubista, o técnico de Cabo Verde, após o empate em 0 a 0 com a Espanha em Atlanta.

Portugal, por exemplo, apesar do controle do jogo, chutou menos a gol do que a equipe congolesa (7x8) na partida de ontem. Já o Uruguai arriscou mais: concluiu 27 vezes contra a meta dos sauditas. Porém, apenas 10 dessas foram em direção ao gol.

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Do outro lado das estatísticas, refletindo as equipes para as quais a bola foi mais um objeto a ser perseguido durante 90 minutos, estão as duas seleções africanas que abalaram as favoritas ibéricas.

A República Democrática do Congo, com 26% de posse de bola (igual à de Portugal), e Cabo Verde, também com 26%, demonstraram que é possível competir em alto nível sem monopolizar a bola.

A Austrália foi a equipe que precisou de menos posse de bola para vencer. Apenas 28% de posse de bola foram suficientes para bater a Turquia.