Copa do Mundo

Final da Copa divide opiniões dos comentaristas do Correio do Povo

Decisão é classificada como “ralé” pelo colunista Juremir Machado da Silva

Holanda e Espanha tentam o título inédito da Copa do Mundo
Holanda e Espanha tentam o título inédito da Copa do Mundo Foto : AFP
A final histórica da Copa do Mundo, com Holanda e Espanha buscando o título inédito, derrubou muitas previsões e surpreendeu até mesmo os comentaristas esportivos. Hiltor Mombach, Juremir Machado da Silva, Chico Izidro e Carlos Corrêa tentam prever o que vai acontecer no próximo domingo, assim que a bola começar a rolar no estádio Soccer City, em Johanesburgo, a partir das 15h30min (horário de Brasília).

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O colunista e blogueiro Juremir Machado da Silva, que não simpatiza por nenhuma das seleções, explica seus motivos para desprezar a final, que qualifica como “ralé”. “Qualquer um vira campeão mundial, o clube está ficando cada vez maior. Daqui a pouco até a Bolívia vai ser Campeã do Mundo”, alfineta o escritor.

O jornalista afirma não ser nada simpático a Holanda erguer o troféu Fifa justamente na África do Sul. “Os holandeses colonizaram o país e são responsáveis pelo Apartheid (regime político racista que dividiu a África por décadas). Simbolicamente, seria desagradável ver uma cena destas”, argumentou.

Já os espanhóis seriam muito marrentos e, por isso, também não merecem o título. “Tenho a impressão que eles são mais arrogantes que os argentinos. Me parece uma população inteira de Fernandos Alonsos”, criticou, referindo-se ao piloto de Fórmula -1 . Mas, voltando ao futebol, Juremir aposta em uma vitória laranja no domingo: “É difícil dizer pois tudo foi se invertendo, mas a Holanda foi mais regular em sua campanha. É a vez dela”.

O jornalista e subeditor de esportes do Correio do Povo, Carlos Corrêa, também não acredita em uma Espanha campeã. Para ele, a individualidade de jogadores holandeses como Sneijder deve superar a técnica da Fúria. “Vai ser um jogo parelho, mas a Holanda me parece um pouco mais focada. Tem mais cara de time, tem esquema”, avalia para relembrar em seguida: “Os holandeses venceram todos os 16 jogos da Copa até agora (dez pelas Eliminatórias e seis na África).”

Sneijder pode ser o craque da Copa

Wesley Sneijder, aliás, poder ser o craque da Copa, segundo Corrêa. O jogador da Inter de Milão vem decidindo as partidas para a Holanda – inclusive contra o Brasil. Na semifinal desta quarta-feira, por exemplo, a missão ficou com o zagueiro Puyol (autor do gol salvador diante dos alemães).

“Se a Holanda vencer, o Sneijder não só vai ser o melhor jogador da Copa como do Mundo, no final do ano, pois já levou o título da Liga dos Campeões com a Inter”, avaliou. Mesmo assim, Corrêa prevê uma partida aberta e com placar indefinido. “Os dois times vão jogar para frente, como vêm fazendo até agora. Mas acredito que a Holanda tem a chance de corrigir a injustiça histórica de nunca ter vencido um Mundial.”

Além de Sneijder, o atacante Robben pode desequilibrar o jogo em favor da Holanda, acredita o jornalista Chico Izidro. "A Holanda já é gente grande há muito tempo. Mas sem direito a vestir calça comprida, apesar do título da Eurocopa de 1988, naquela fantástica geração de Gullit, van Basten e Rijkaard. Em 1994 e 1998 deparou com o Brasil e acabou eliminada, mas vingou-se agora, em 2010. Com Robben e Sneijder vivendo excelentes momentos e mais ofensiva do que a rival de domingo, tem mais chances de vencer a Copa", analisou.

Espanha com a taça

O colunista e blogueiro Hiltor Mombach é uma voz contrastante entre os especialistas consultados pelo site do Correio do Povo. Para ele, a Espanha chega com mais credenciais à final da Copa por ter batido a temida Alemanha. “Ao vergar a poderosa Alemanha, a Espanha se credencia um pouco melhor para levar o título, embora não seja favorita”, ponderou.

O jornalista ressalva, entretanto, que essa é uma final de difícil prognóstico. “Com um futebol muito eficiente, a Holanda não sabe o que é uma derrota há 25 jogos e pode ser o segundo time na história a vencer a Copa do Mundo com 100% de aproveitamento em toda a sua trajetória, incluindo as eliminatórias. Um feito até agora só obtido pela legendária equipe do Brasil no México 1970. Do outro lado, porém, a Espanha vergou a Alemanha, o que não é pouca coisa, sabendo-se que o selecionado alemão despachou Inglaterra e Argentina com goleadas” finalizou Hiltor.

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