A contagem regressiva para a Copa do Mundo está se esgotando. Na próxima quinta-feira, México e África do Sul entrarão em campo no Estádio Asteca compartilhando a mesma esperança: que as polêmicas envolvendo o torneio sejam esquecidas assim que a bola rolar. Pois não há um único dia de paz no período que antecede a competição organizada em conjunto por Estados Unidos, México e Canadá.
A presidente do México, Claudia Sheinbaum, se pronunciou para "garantir a realização da abertura de forma pacífica e tranquila", em meio aos agressivos protestos de um grupo dissidente do sindicato dos professores, que nesta terça-feira bloquearam uma avenida que dá acesso ao Estádio Azteca.
Aproveitando a vitrine da competição mais assistida do planeta, o protesto foi organizado por um grupo dissidente do sindicato de professores, a CNTE, que vem liderando manifestações caóticas na capital mexicana desde a semana passada.
As autoridades também mobilizaram milhares de policiais, que instalaram barreiras de concreto e posicionaram um reboque atravessado na via para bloquear o trajeto da marcha. "Vemos isso como uma provocação, uma forma de dizer: 'Olhem só como a situação no México está ruim'", disse Sheinbaum em sua coletiva de imprensa diária.
Ao que tudo indica, a Copa do Mundo evitou, por enquanto, uma greve dos funcionários do SoFi Stadium, em Los Angeles, onde os Estados Unidos estreiam contra o Paraguai na próxima sexta-feira. Nesta terça-feira, funcionários e a concessionária de serviços de alimentação do estádio chegaram a um acordo que contempla um aumento salarial e o direito a esses trabalhadores de deixarem seus postos caso se sintam ameaçados pela presença de agentes do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE).
Também fora das quatro linhas, a principal polêmica nos Estados Unidos foi o afastamento do árbitro somali Omar Artan do torneio, após ter sua entrada no país negada. "Ele foi vetado devido a problemas com a verificação de seus antecedentes e teve a entrada no território negada", informou a polícia de fronteiras americana (CBP). "Estou muito, muito decepcionado. Sou apenas um árbitro que tentava realizar um sonho, o maior sonho da minha vida, de participar da Copa do Mundo", disse Artan em entrevista ao The New York Times nesta terça-feira, de Istambul, cidade para a qual foi enviado de volta após ter sua entrada em território americano proibida.
A Somália e seus migrantes nos Estados Unidos estão na mira de Donald Trump, que no final de novembro do ano passado descreveu o país africano como "podre". O afastamento de Artan gerou indignação entre os somalis. O Ministério da Juventude e Esportes do país africano defendeu a "integridade" do árbitro e prometeu "apoio incondicional".
O afastamento de Artan gerou indignação entre os somalis. O Ministério da Juventude e Esportes do país africano defendeu a "integridade" do árbitro e prometeu "apoio incondicional". Enquanto isso, as seleções estão na fase final de suas preparações.