A dois dias da final da Copa do Mundo contra a Argentina, o capitão da seleção espanhola, Rodri, concedeu entrevista coletiva nesta sexta-feira (17), em Manhattan, Nova York. O meio-campista definiu a mentalidade para o confronto de domingo: "Temos que ter mais vontade de ganhar do que medo de perder".
Rodri destacou o amadurecimento gradual do elenco nos últimos anos, relembrando sua previsão de que esta geração daria o que falar após as conquistas da Liga das Nações e da Eurocopa. "No domingo, temos um desafio para tornar esta geração inesquecível", afirmou. Questionado sobre as fragilidades da Espanha, ironizou: "Não vou contar, senão eles vão saber. Somos muito completos, difíceis de bater e controlamos bem as áreas e o meio-campo. Temos pontos fracos, sim, mas vou guardá-los para mim".
O teste perfeito contra a Argentina
O capitão classificou a atual campeã mundial como o adversário mais difícil e o teste perfeito para as ambições espanholas. Ele elogiou a capacidade competitiva da Albiceleste, evidenciada pelas viradas com gols nos minutos finais, e reconheceu o mérito de alcançarem a segunda final consecutiva. "Eles são a equipe mais em forma dos últimos anos. Estamos tentando mostrar ao mundo que podemos ser a melhor equipe", disse Rodri, avaliando que as duas finalistas apresentam o melhor jogo coletivo da atualidade.
O fator Messi
Sobre Messi, o espanhol foi categórico: "Para mim, é claramente o melhor de todos os tempos". No entanto, alertou que a Argentina é muito mais do que seu capitão. Para neutralizar o rival, Rodri aposta na flexibilidade tática da Espanha. "No domingo vai ser diferente, um jogo brigado, mais físico. O que nos diferencia é a adaptação aos momentos do jogo".
O jogador do Arsenal também minimizou eventuais provocações ou jogos psicológicos dos sul-americanos, orientando o grupo a ignorar fatores externos. Embora o setor de meio-campo seja qualificado nos dois lados, ele acredita que quem assumir o controle da região terá mais chances de vitória.
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Ao assumir a braçadeira de capitão, Rodri mencionou o próprio crescimento como líder no vestiário e buscou inspiração no único título mundial da Espanha. "Já passou muito tempo e o futebol mudou, mas podemos assumir a mentalidade de fazer algo que então parecia impossível para o nosso país. Levaria daquela geração a determinação", concluiu.