Copa do Mundo

Testamos o modo do EA FC 26 que reproduz a Copa do Mundo

Seleção Brasileira, uniformes, fórmula de disputa: confira as novidades da atualização

Game dá a chance de disputar a Copa com qualquer uma das 48 seleções
Game dá a chance de disputar a Copa com qualquer uma das 48 seleções Foto : Reprodução / CP

A Copa do Mundo não é especial apenas pela disputa das seleções ao longo de mais de um mês. Tudo que cerca a competição é aguardado pelos torcedores ansiosamente, já que o intervalo de quatro anos não é pouca coisa. Para os fãs, junto do bolão e do álbum de figurinhas, o jogo de videogame da Copa é especial.

Tudo bem que geralmente não passa de uma versão do mesmo jogo do ano, mas é Copa. Seja como for, testei o “Fifa da Copa”, ainda que este não seja o nome e nem o torneio seja diretamente citado. A busca pelo título agora se chama “The World’s Game”, atualização gratuita que foi disponibilizada para quem tem o EA FC 26.

Parceria chegou ao fim após quase 30 anos

Há muitos anos, o game de futebol mais famoso do mundo foi o Fifa, desenvolvido pela EA Sports. A cada ano, uma nova edição era lançada: Fifa 16, Fifa 17, Fifa 18 e assim em diante. Nos anos de Copa, ou um novo jogo era lançado ou um modo especial era disponibilizado no game base.

Só que em 2023, uma parceria de quase 30 anos entre a Fifa e a EA Sports chegou ao fim. O jogo continuou basicamente o mesmo, mas não usou mais o nome da entidade. Passou a ser EA FC. E neste ano de Copa, reinava expectativa de como o game abordaria o torneio.

O mistério terminou há poucos dias. Desde quinta-feira, um novo modo de disputa está disponível no EA 26: o The World´s Game. É a fórmula da Copa, com as seleções da Copa e muitos dos jogadores da Copa. Só não pode, por questões de direitos autorais, chamar de Copa.

Mudanças estéticas

Testei o novo modo e vou contar o que achei da experiência. Vale indicar logo de cara que, em termos de jogabilidade, absolutamente nada mudou em relação ao que o EA FC 26 apresentava desde o ano passado.

A diferença é que o The World’s Game traz um torneio com a mesma fórmula da Copa - o que antes não havia no jogo -, com fase de grupos e cinco etapas eliminatórias na sequência. Além disso, acrescenta diversas seleções que antes não estavam disponíveis. De resto, as novidades são quase todas estéticas. E tudo bem porque ninguém esperava muito mais que isso.

A primeira coisa que fiz foi conferir as escalações. Afinal de contas, quem joga com os times brasileiros está acostumado com nomes inventados, como Everticinho e Tramontinaldo. E imersão, é claro, faz parte do processo.

Estrutura e seleções dos grupos foram mantidas em The World's Game | Foto: Reprodução / CP

Neymar no time, Alisson não

No caso da Seleção Brasileira, a boa notícia é que agora os jogadores estão, em sua maioria lá, com nome certinho e tudo mais - Neymar inclusive. Mas há erros. Alisson, que será o goleiro titular na Copa, sequer está entre os convocados, enquanto Bento, que sobrou da lista, está lá.

Mesma coisa vale para João Pedro, que ficou de fora, mas não no The World’s Game. Bruno Guimarães e Gabriel Martinelli, listados por Carlo Ancelotti, também não estão no game. Os três ausentes, no entanto, podem ser “convocados” pelo jogador sem grandes trabalhos.

Não dá para fazer milagres

A situação se repete em algumas outras seleções, como a Argentina, que não tem Giuliano Simeone no game. Já em outros países, a coisa complica bem mais. Me propus o desafio de levar uma seleção considerada fraca ao título. Escolhi Curaçao. Mas fui ver os nomes e todos são pura fantasia. Para se ter ideia, os goleiros reais Room, Bodak e Doornbusch. Já no game, os nomes são Rafaela, Eustácia e Jansen.

Troquei para Cabo Verde. Olhei e no jogo estavam lá o goleiro Vózinha, o meia Arcanjo e o atacante Livramento. Qual minha surpresa, no entanto, que esses são de fato os nomes reais. Mas três derrotas logo na primeira fase me eliminaram de cara. Não dá para fazer milagre com Cabo Verde.

Uniformes de Brasil e Haiti estão representados. Algumas seleções, porém, ficaram com camisas genéricas | Foto: Reprodução / CP

Uniformes ficam devendo

Em relação aos uniformes, a EA fica devendo. A grande maioria é autêntica, mas chama a atenção que não foi uma ou outra seleção que aparece com camisas genéricas: Argélia, Bósnia e Herzegovina, Curaçao, Egito, Iraque, Japão, Jordânia, República Democrática do Congo e Irã. Uma pena, principalmente nos casos de Argélia e Curaçao, que vão com uniformes lindos para a Copa.

A bola também causa alguma estranheza. Sem os direitos de imagem, era esperado que a Trionda não aparecesse. Mas uma bola toda prateada também não parece fazer muito sentido, dona EA. Ah, por fim, os estádios também não foram licenciados e, portanto, não espere lotar o MetLife ou o Azteca no campeonato com os seus amigos.

Ainda assim, como experiência, o jogo ainda cumpre o seu papel. A diversão de escolher uma seleção e tentar levá-la ao olimpo do futebol não cansa nunca. Seria melhor levantar o troféu de verdade e nos estádios reais? Sim, mas é o que temos para o momento.

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