Após o sucesso do lançamento em 20 de março, que contou com quatro sessões esgotadas, o documentário "Sonho e Glória: os 100 anos do Ypiranga" volta às telonas. O filme será exibido novamente nos dias 16 e 17 de maio, às 21h, no Movie Artes Cinemas, em Erechim. Os ingressos custam R$ 34, com meia-entrada de R$ 17.
A produção emocionou torcedores, autoridades, dirigentes e ex-dirigentes, muitos vestindo as tradicionais cores do clube canarinho. A produção, que tem 70 minutos, é uma imersão na trajetória centenária de um dos clubes mais simbólicos do futebol gaúcho, marcada por histórias de paixão, superação e dedicação. O Canarinho completou 100 anos de fundação em agosto de 2024.
Concepção e produção
Idealizado pelo cineasta Patrick Menegazzo, o projeto foi aprovado pela Lei Rouanet em 2023 e contou com total apoio do clube, que cedeu acesso a arquivos históricos, ao estádio e a jogadores. As filmagens começaram em janeiro de 2024, durante o Campeonato Gaúcho, e seguiram por pouco mais de um ano, até a estreia oficial em março de 2025.
Uma curiosidade é que 95% da equipe de produção do documentário é de Erechim, o que mobilizou de 30 a 50 profissionais, direta e indiretamente. Além disso, a trilha sonora é composta por 30 músicas criadas exclusivamente para a obra.
Gol histórico de Pelé
O filme traz cenas raras para o público, como é o caso de imagens dos anos 1930 do Estádio Montanha, a primeira casa do Ypiranga.
Entre os momentos marcantes retratados no documentário, destaca-se o primeiro gol no Estádio Colosso da Lagoa, marcado por ninguém menos que Pelé. A partida inaugural aconteceu em 2 de setembro de 1970, entre Grêmio e Santos, e contou com outros ídolos do futebol como Piazza, Tostão e Jairzinho. Um detalhe curioso: o gol de Pelé foi o de número 1.040 de sua carreira, mesmo número da Rádio Tupi, que entrou em campo e presenteou o craque com uma camisa comemorativa.
Diante de tantas personagens que ajudaram a compor a história do clube, a fala de Dionísio Sganzerla é posta em evidência. Ele foi um dos idealizadores do Colosso da Lagoa e das Legionárias, uma das primeiras torcidas organizadas femininas do Rio Grande do Sul.
*Sob a supervisão de Carlos Corrêa