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Gaúcha conquista bronze em final por equipes do Pan-Americano de Ginástica Artística

Luiza Abel e Adriana Alves, do Grêmio Náutico União, representaram o estado na competição

Gaúchas Luiza Abel e Adriana Alves representam o estado na conquista do bronze por equipes no Pan-Americano de Ginástica Artística
Gaúchas Luiza Abel e Adriana Alves representam o estado na conquista do bronze por equipes no Pan-Americano de Ginástica Artística Foto : Divulgação / GNU / CP

Após classificatória marcada por erros da equipe feminina renovada, sem os grandes nomes da modalidade, o Brasil briga até a última apresentação na final e garante um lugar ao pódio no Pan-Americano de Ginástica Artística, na Cidade do Panamá. Com a gaúcha Luiza Abel, a seleção brasileira conquistou a medalha de bronze no último sábado.

"Eu fiquei muito feliz pela minha participação nesse Pan-Americano, o meu segundo competindo pela seleção adulta. É sempre um prazer representar o meu país e o meu clube”, diz a unionista Luiza.

O Brasil pontuou 151.466, com a soma das três notas de cada um dos quatro aparelhos – sem descarte de nota por erros. Com quase dois décimos de diferença e superando as brasileiras na última rotação, o Canadá garantiu a prata (151.633), enquanto os Estados Unidos ficaram com o ouro (164.765), confirmando o favoritismo com grande margem de pontos. Na classificatória, a seleção brasileira havia ficado em quinto lugar, atrás ainda da Argentina e do Panamá.

"Estados Unidos estava com a equipe um, Canadá com a equipe um. Estados Unidos só não tinha a (Simone) Biles e o Canadá não tinha a Elizabeth Black, que são as principais ginastas do país. E nós não, estávamos com a nossa segunda, terceira equipe. Ginastas jovens, muito jovens, e nós conseguimos deixar o nosso recado”, avalia a técnica gaúcha do Grêmio Náutico União (GNU) e da seleção brasileira Adriana Alves.

Já no masculino, o Brasil ficou fora do pódio pela primeira vez nos últimos anos, terminando com a quarta colocação. Na última rotação, o país perdeu a vantagem de 0,7 décimos e foi superado pela Argentina, que conquistou o bronze.

Gaúchas no topo

No feminino, a ginasta Luiza Abel e a treinadora Adriana Alves, ambas do GNU, foram fundamentais para a conquista da medalha de bronze. O desempenho no Panamá marca mais um bom resultado para Luiza nesta temporada rumo a Los Angeles-2028. No início de maio, em Brasília, a ginasta foi campeã da prova de salto no Troféu Brasil, com a média de 13.049 pontos nos dois saltos. Na mesma competição, ela ainda conquistou a medalha de prata nas barras assimétricas (12.500).

"Foi uma semana bem intensa, porque quando nós chegamos aqui na Cidade do Panamá os aparelhos que nós tínhamos para a competição eram diferentes. Eles foram lançados aqui, é uma marca nova”, conta Adriana sobre as dificuldades que o Brasil enfrentou nas classificatórias, exigindo adaptação. “A mesa de salto pode ser mais macia, mais dura”, exemplifica.

Apesar do desafio, o time feminino conseguiu contornar a situação para as finais. “A nossa equipe entrou quase que sem nenhuma falha. O nosso primeiro aparelho foi trave e fizemos três séries cravadas”, relembra a técnica.

Carta na manga

Luiza vinha com uma novidade para esta competição: a pirueta com uma volta e meia no salto. O exercício contribuiria para aumentar a nota da equipe e fortalecer a atleta como especialista no aparelho, no entanto, ela não conseguiu executar corretamente.

“Eu infelizmente não consegui acertar a minha uma e meia no salto nas classificatórias. Consegui treinar tudo certinho, mas chegou na hora faltou coisa de detalhe, coisa de competição. Mas agora é baixar a cabeça e treinar, voltar para o clube e treinar, porque o ciclo a recém está começando”, reflete a ginasta.

Desempenho abaixo do esperado

No domingo, foi a vez das finais por aparelho, onde competiram os oito melhores ginastas classificados em cada uma das provas, no masculino e feminino. Apesar de o Brasil estar presente em seis das dez finais em ambos os naipes, uma única medalha foi faturada pela seleção. Diogo Soares, de Piracicaba/SP, que já havia ficado em terceiro lugar na disputa do Individual Geral, arrematou a prata nas barras paralelas, com 13.767 pontos, atrás apenas do canadense Felix Dolci (13.800).

Outro resultado significativo foi o quarto lugar na trave da jovem promessa do SESI-SP, Rebeca Procópio. Ela terminou a decisão com 12.767 pontos, somente 0.233 atrás do bronze. Thais Fidelis, que também havia se classificado para a final de trave, com a segunda melhor nota, foi poupada pela comissão técnica de última hora. A ginasta experiente, que volta a competir depois de aposentadoria e lesões, ainda estava entre as oito melhores na prova de solo, mas não se apresentou.

Assim, o país registra um de seus piores desempenhos na história recente da competição. No Pan-Americano de Santa Marta, na Colômbia, em 2024, o Brasil levou oito medalhas somente no último dia de competição, nas finais por aparelho, além dos pódios por equipes e Individual Geral, nos dois gêneros.

*Sob a supervisão de Carlos Corrêa.

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