Esportes

Governo aproveita MP para tentar limitar mandato no comando da CBF

Tema foi discutido nesta terça, em Brasília, quando a dívida dos clubes foi debatida

A medida provisória que trata do refinanciamento da dívida dos clubes junto à União e prevê contrapartidas em prol do cumprimento de regras para que os clubes não voltem a se afundar tem um ponto que não é tão "simpático" à CBF.

O governo federal está disposto - e colocou isso no papel e na apresentação feita nesta terça-feira em Brasília - a enquadrar a CBF em algumas regras válidas para os clubes, como a limitação dos mandatos de presidente a quatro anos, sendo possível apenas uma reeleição. Essa e outras regras, que abordam a gestão de clube ou entidade, fazem parte do artigo 18-A da Lei Pelé.

“O governo pareceu disposto a bancar isso. Está incluído na MP, que deve ser assinada pela presidente Dilma Rousseff na quinta-feira. Desse jeito, se algum deputado quiser mudar, vai ter que ser via emenda no Congresso”, contou o diretor-executivo do Bom Senso, Ricardo Borges, que participou da exposição na capital federal.

Como Ricardo citou, há deputados contrários à medida, como Vicente Cândido (PT-SP), que é sócio de Marco Polo del Nero, futuro presidente da entidade, sob o argumento de que a CBF não recebe recursos públicos de forma direta.

Quanto ao parcelamento e as contrapartidas, o movimento de jogadores, de uma forma geral, ficou animado com o que ouviu nesta terça.

“Não tivemos acesso ao texto original na íntegra, foi apenas uma apresentação oral. Mas estamos bastante animados. A perspectiva é muito boa. Parece haver um consenso entre os deputados. Pedimos contrapartidas sérias que pudessem revitalizar o futebol e elas estão incluídas”, completou Ricardo.

Se a MP apresentada vire realidade, como é esperado, o projeto da Lei de Responsabilidade Fiscal do Esporte, que está sendo discutido a passos lentos na Câmara, será escanteado.