Em uma decisão apertada, o Conselho Deliberativo do Inter aprovou, na noite desta segunda-feira, o orçamento do clube para a temporada de 2026. O texto validado é uma segunda versão do documento, após a rejeição da proposta inicial, que previa receitas oriundas de premiações da Conmebol, apesar de o Inter não ter garantido vaga em competições organizadas pela entidade.
A projeção orçamentária indica uma receita bruta de R$ 709,5 milhões, sendo R$ 204,9 milhões provenientes da venda de jogadores. Mesmo com esse volume expressivo, o superávit estimado é mínimo: apenas R$ 283 mil ao fim do exercício, o que evidencia a margem financeira bastante reduzida para o próximo ano.
Outro ponto que chamou a atenção foi o baixo montante reservado para investimentos no futebol. O orçamento prevê apenas 8 milhões de euros para contratações. Caso o clube confirme a compra definitiva dos direitos de Carbonero, operação que consumiria quase metade desse valor, a capacidade de reforçar o elenco ficará bastante limitada até o encerramento da temporada.
Pedido de impedimento
Paralelamente à aprovação do orçamento, segue o movimento de coleta de assinaturas para solicitar o afastamento do presidente Alessandro Barcellos. O conselheiro responsável pela iniciativa afirmou que deve protocolar o pedido junto à Mesa Diretora do Conselho Deliberativo nos próximos dias, diante de inconsistências identificadas nos dados levantados até o momento. Segundo ele, a petição já reúne cerca de cinco mil assinaturas.