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Inter descarta recuperação judicial e busca alternativas para enfrentar crise financeira

Direção de Alessandro Barcellos rejeita principal recomendação da Alvarez & Marsal, mas relatório será debatido pelo Conselho Deliberativo nas próximas semanas

Gestão comandada pelo presidente Alessandro Barcellos rechaça ideia de recuperação judicial
Gestão comandada pelo presidente Alessandro Barcellos rechaça ideia de recuperação judicial Foto : Lucas Costa / INTER / CP

Embora evite se manifestar oficialmente sobre o tema, a direção do Inter já definiu internamente que não pretende recorrer à recuperação judicial para enfrentar a grave crise financeira vivida pelo clube. A decisão contraria uma das principais recomendações do relatório elaborado pela consultoria Alvarez & Marsal, revelado pelo Correio do Povo no início desta semana.

A avaliação do Conselho de Gestão, liderado pelo presidente Alessandro Barcellos, é de que existem alternativas para reorganizar as finanças sem recorrer ao instrumento jurídico. Além disso, os dirigentes entendem que um eventual pedido de recuperação judicial poderia causar desgaste à imagem institucional do Inter, afetando a percepção de credores, investidores, patrocinadores e do próprio mercado.

O estudo da Alvarez & Marsal, contratado pelo clube para traçar um plano de reestruturação financeira, aponta a recuperação judicial como uma das medidas necessárias para equacionar o elevado endividamento colorado. Entretanto, o documento ressalta que a iniciativa, isoladamente, não seria suficiente para recolocar o Inter em equilíbrio econômico.

Segundo a consultoria, o processo precisaria ser acompanhado por uma ampla reforma estatutária, destinada a ampliar a profissionalização da gestão e reduzir a influência dos dirigentes políticos nas decisões administrativas, além de uma capitalização de aproximadamente R$ 200 milhões para fortalecer o caixa imediatamente e viabilizar a recuperação financeira.

Apesar da posição já consolidada pela direção, o futuro do relatório ainda passará pelo Conselho Deliberativo. Até o fim deste mês, o documento deverá ser apresentado em uma reunião específica convocada para discutir as conclusões da consultoria. Após o debate, os conselheiros poderão encaminhar recomendações à presidência, embora a decisão final sobre eventual adoção das medidas permaneça sob responsabilidade da administração comandada por Alessandro Barcellos.

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