A Justiça divulgou, na última terça-feira, a terceira condenação de ex-dirigentes do Inter por causa de irregularidades cometidas entre 2015 e 2016, durante a gestão de Vitorio Piffero. Porém, há mais processos em tramitação, que podem acarretar novas condenações nos próximos meses em pelo menos duas áreas: futebol e jurídico.
O caso mais atrasado envolve o futebol. Apesar de o Ministério Público ter recolhido provas robustas, inclusive com quebra de sigilos bancários dos acusados, os advogados conseguiram trancar a tramitação do processo com um recurso em primeira instância, que acabou sendo derrubado em dezembro do ano passado. Só então, o processo retomou o andamento normal.
O principal acusado no núcleo do futebol é o ex-vice-presidente de futebol, Carlos Pellegrini. De acordo com as investigações, ele teria obtido mais de R$ 230 mil em “comissões” para viabilizar negociações de jogadores como Paulo Cézar Magalhães, Cláudio Winck, Alisson, Ariel e Réver.
Já no núcleo jurídico, os investigadores do Ministério Público encontraram indícios de pagamentos fraudulentos feitos a ex-jogadores, em acordos para encerrar ações trabalhistas, e também ao Sindicato dos Atletas Profissionais do Rio Grande do Sul.
A investigação do Ministério Público que apurou possíveis delitos na gestão Piffero foi iniciado em novembro de 2017. Em 20 de dezembro de 2018, o MP realizou operação de busca e apreensão nos endereços residenciais e profissionais de 20 suspeitos. Dois anos após o início das investigações, foram apresentadas as denúncias à Justiça.