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Inter paga dívida ao Krasnodar, mas entraves bancários mantêm transfer ban

Valor já foi enviado, porém verificação de banco europeu impede liberação imediata pela Fifa

Dívida tem origem na compra de Wanderson, em 2022. Jogador está no Cruzeiro
Dívida tem origem na compra de Wanderson, em 2022. Jogador está no Cruzeiro Foto : Ricardo Duarte / Inter / CP

O Inter deu um passo importante para encerrar o impasse com o Krasnodar ao efetuar, na quarta-feira, o pagamento da dívida referente à contratação de Wanderson. Apesar do esforço para reunir os recursos, o clube russo ainda não conseguiu a confirmação do recebimento, o que mantém em vigor o transfer ban imposto pela Fifa. Até a tarde desta quinta-feira, a punição continuava ativa no site da entidade.

O entrave ocorre porque o Krasnodar indicou um banco europeu, fora da Rússia, para concluir a operação. A instituição financeira, por sua vez, iniciou uma série de verificações para assegurar que os valores têm como destino a quitação da pendência entre os clubes. Enquanto o processo não é finalizado, a entidade máxima do futebol não suspende a punição.

Internamente, há expectativa de que a situação seja resolvida até esta sexta-feira, embora o otimismo já tenha sido maior nos bastidores. O Krasnodar optou por não indicar uma instituição russa para receber o montante, em razão das sanções econômicas impostas ao país por conta da guerra com a Ucrânia, o que acabou ampliando a complexidade da transação.

A dívida em questão tem origem na aquisição de Wanderson, concretizada em 2022. O acordo previa o pagamento em seis parcelas de 750 mil euros, sendo a última com vencimento em dezembro do ano passado. Na ocasião, o Inter chegou a realizar a transferência, mas o valor retornou devido às mesmas restrições bancárias enfrentadas agora.

Paralelamente à tentativa de regularizar a situação junto à Fifa, a direção colorada também trabalha para avançar na negociação pelo zagueiro João Marcelo, do Cruzeiro. Ainda existe divergência quanto aos números: o clube gaúcho oferece 3 milhões de euros, enquanto os mineiros pedem 4 milhões de euros pelo defensor de 25 anos, que possui vínculo até o fim de 2028.

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