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Justiça pede que Polícia investigue caso de injúria racial contra funcionária do Beira-Rio

Torcedor teria ofendido profissional que trabalha na orientação do público

Caso ocorreu na noite dessa quarta-feira
Caso ocorreu na noite dessa quarta-feira Foto : Fabiano do Amaral
O Juizado do Torcedor pediu à Polícia Civil que abra um inquérito para apurar crime de injúria racial a partir de uma das três ocorrências registradas, na noite de ontem, no Estádio do Beira-Rio, que teve público recorde de 44.884 pessoas para a partida entre Inter e Tigres, do México, pela Copa Libertadores da América. O juiz plantonista Marco Aurélio Martins Xavier relata que uma funcionária do clube gaúcho acusou um torcedor por ofensa racial. A profissional, que trabalha na orientação do público em eventos, contou ter sido chamada, ainda, de incompetente.

O magistrado informou, ainda, que as agressões começaram porque a funcionária ficou posicionada, por força do trabalho que exercia, em local que obstruía a visão do jogo para alguns torcedores. No boletim de ocorrência, ela contou que o torcedor se exaltou e disse: “Suas negrinhas, vocês não deveriam estar aqui” e “não poderiam respirar o mesmo ar que eu respiro, vocês estão em um patamar longe do meu”.

No documento policial, testemunhas do incidente foram citadas, além do desejo da vítima de representar criminalmente contra o acusado, que negou conotação racista no que alegou ter sido apenas uma discussão.

Nos outros casos, um homem bêbado que agrediu e xingou, com um empurrão, o condutor de um carro, nas proximidades do estádio. Ele aceitou a proposta de transação penal que o impede de assistir em qualquer estádio aos próximos três jogos do Internacional, quando deve comparecer a uma delegacia.

Ainda, dois envolvidos em uma briga nas cadeiras abriram mão de representação criminal e tiveram o caso arquivado.