Inter

Orçamento limita investimentos e Inter terá cerca de US$ 8 milhões para reforços em 2026

Quase metade do valor será destinada à compra definitiva de Carbonero; cenário financeiro impõe desafio ao técnico Paulo Pezzolano

Compra dos direitos de Carbonero, que pertencem ao Racing, custarão 4 milhões de dólares
Compra dos direitos de Carbonero, que pertencem ao Racing, custarão 4 milhões de dólares Foto : Fabiano do Amaral

De acordo com o orçamento aprovado pelo Conselho Deliberativo no início desta semana, o Inter terá cerca de 8 milhões de dólares disponíveis para investir em contratações ao longo de 2026. A quantia, considerada modesta para os padrões do futebol brasileiro, já nasce parcialmente comprometida: quase metade desse montante será utilizada na compra definitiva do atacante colombiano Johan Carbonero, atualmente emprestado pelo Racing, confirmada nesta quinta-feira pelo novo diretor técnico Abel Braga.

Para permanecer no Beira-Rio, Carbonero precisa ter seus direitos adquiridos. O clube optou pela compra mesmo diante de alguns problemas registrados ao longo da temporada, especialmente de relacionamento dentro do vestiário com outros jogadores. A avaliação interna, no entanto, é de que o atleta tem potencial de valorização e mercado, sobretudo se for convocado para a seleção colombiana que disputará a Copa do Mundo de 2026.

Dentro de campo, Carbonero teve papel relevante em momentos decisivos da temporada. O atacante marcou gols importantes, como no primeiro jogo da final do Campeonato Gaúcho, contra o Grêmio, e também foi decisivo na reta final do Brasileirão, contribuindo diretamente para a conquista de pontos fundamentais que permitiram ao Inter se manter na Série A.

A negociação com o Racing prevê o pagamento de 4 milhões de dólares, valor cuja forma de quitação já havia sido acertada quando o jogador foi contratado, no início da temporada. O montante será pago de maneira parcelada ao longo dos próximos três anos (até 2028) em parcelas semestrais, o que alivia o impacto imediato no caixa, mas reduz a margem para novos investimentos.

Com recursos escassos para reforçar o elenco, o cenário financeiro acentua as dificuldades do clube e aponta para um ano de limitações dentro de campo. A realidade impõe um desafio adicional ao técnico Paulo Pezzolano, uruguaio de 42 anos, que precisará lançar mão de criatividade, aproveitamento de jovens e soluções internas para montar uma equipe competitiva com poucas peças de reposição e baixo poder de investimento.

Veja Também