Na onda de discussão sobre racismo por conta dos fatos recentes, os insultos contra Márcio Chagas e Arouca, um debate entre os próprios torcedores do Grêmio foi promovido por conta dos cânticos que citam a palavra "macaco" para se referir aos torcedores do rival Internacional. O técnico colorado Abel Braga não considera que os gritos do tradicional adversário signifique ofensas racistas.
“Não acho que tenha conotação racista. É um canto da torcida. Não tem a ver. O time do Grêmio tem negro. É uma festa. Acho muito legal estar no estádio e ver uma torcida que canta. Sou favorável a cantar. Não tem a ver com racismo”, opinou Abelão.
A torcida Geral do Grêmio tem algumas canções que citam a palavra, como o verso: "Chora macaco imundo, que nunca ganhou de ninguém". Um dos argumentos é de que o termo é utilizado porque os colorados "imitam" os torcedores do Grêmio.
Porém, ao longo deste mês diversos torcedores debateram o assunto em fóruns da internet. Pouco depois de sofrer com atos de racismo, na Serra, Márcio Chagas afirmou que citaria na súmula ofensa por racismo se percebesse o cântico da torcida gremista.
Na partida contra o Newell's Old Boys, desde a entrada da banda da Geral, os gremistas não entoaram nenhum cântico que utilizasse a palavra "macaco".
“Macaco” no Inter
Pelo lado do Inter, os torcedores "compraram" o termo. Até pelo clube ser intitulado "do povo" e ter aceitado a presença de negros antes do rival azul. Durante os anos 90, absorveram o xingamento e passaram a utilizar o grito "Ah, eu sou macaco".
De poucos anos para cá, o clube passou a utilizar a imagem de um macaco, chamado de Escurinho, como mascote, além do Saci. Nas arquibancadas do antigo Beira-Rio, é possível observar um torcedor que circulava pelas sociais com uma vestimenta de gorila.
Para Abel, cânticos com “macaco” dos gremistas não são racismo
“É um canto da torcida. Não tem a ver”, afirmou técnico do Inter