Márcio Chagas espera que a repercussão negativa da pena conte quando o recurso da Procuradoria seja julgado. "Senti a mesma coisa da semana passada. Violentado e decepcionado. Arrasado. Só eu sei o que eu passei", avaliou Chagas.
"Tenho o mesmo sentimento que todo mundo, que foi uma punição muito branda por todo o ocorrido. Tínhamos oportunidade de fazer história e dar uma satisfação para a sociedade por um ato extremamente violento, e não foi esse o entendimento do tribunal. Me preocupa bastante o fato de uma gravidade como o que aconteceu voltar acontecer", comentou o árbitro gaúcho.
Chagas também afirmou que vai entrar com processo na Justiça Comum contra o Esportivo por danos morais e para recuperar o dinheiro que precisará investir no carro depredado. Seu veículo estava amassado por pontapés ao final da partida entre Esportivo e Veranópolis. Com duas bananas no escapamento e no teto do veículo.
Além disso, irá depor em Bento Gonçalves para o inquérito policial que irá investigar e tentar descobrir quem cometeu os atos no carro do árbitro, no estacionamento do estádio. O Esportivo, na última semana, afirmou que entregou o nome de dois suspeitos para a polícia da cidade.