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Leiza vai tomar o posto do brasileiro Caio Rocha nesse caso porque há um clube do mesmo país envolvido. A expectativa é que o Tribunal resolva o caso em até duas semanas. A sessão acontece por teleconferência, já que é complicado realizar encontros recorrentes na sede da Conmebol, no Paraguai.
Pelo Código Disciplinar da Conmebol, o racismo pode acarretar até desclassificação da competição. Mas, por esse ser o primeiro caso desde a implantação da corte, em dezembro de 2012, o Real Garcilaso, além de levar multa, deve receber a pena de ter que atuar com portões fechados na Libertadores.
Árbitro não relata racismo contra Tinga na súmula e pode ser punido
O árbitro venezuelano José Argote não relatou na súmula as manifestações racistas por parte da torcida peruana do Real Garcilaso contra o volante Tinga. Apesar da falta de informação por parte da arbitragem, a aplicação de sanção pelo ocorrido não deve ficar prejudicada.
“Não houve relato. Mas isso não impede o julgamento, porque há um vídeo claro do que aconteceu e o Tribunal pode usar”, afirmou o Caio Rocha, presidente do Tribunal Disciplinar da Conmebol, que, por ser brasileiro, não poderá participar do julgamento envolvendo a Raposa.
O próprio árbitro pode se dar mal por não ter escrito na súmula o que ocorreu na arquibancada, segundo Caio. Mas o trâmite na esfera sul-americana é diferente do que ocorre no STJD brasileiro.
“Pode ser punido, mas não como aqui. O Código Disciplinar não estabelece punições para o árbitro para estes casos, por considerar que isso é parte do aspecto técnico e não disciplinar. Quem avalia o aspecto técnico é a Comissão de Arbitragem da Conmebol, que pode suspender o arbitro se entender que ele falhou”,explicou o brasileiro.