A decisão do ministro Alexandre de Moraes que bloqueou a rede social “X” no Brasil ordenou também que as lojas de aplicativos retirem do ar as aplicações que possibilitam uso de VPN (Virtual Private Network). O despacho determina multa de R$ 50 mil para quem utilizar VPN para tentar driblar o bloqueio do X no país.
A decisão deve ter pouco impacto para quem faz uso profissional do VPN, segundo Thiago Ayub, diretor de tecnologia na Sage Networks, empresa de consultoria técnica voltada a provedores de internet. Ayub afirma que a retirada dos aplicativos de lojas como Apple Stores e Google Play Store impede apenas o uso por usuário leigos.
Ele explica que empresas que utilizam VPN de forma profissional costumam ter ferramentas próprias. O uso profissional deve ser “muito pouco” impactado, estima Ayub.
“Geralmente o uso profissional advém de VPNs criadas pelos profissionais de TI das empresas que as usam, não exatamente desses aplicativos gratuitos ou pagos de VPN. Ainda que uma empresa o faça por aplicativos prontos, isso pode ser substituído pela criação de VPNs manualmente por um time de TI capacitado para tal”, afirma.
O que é VPN?
A sigla VPN vem do inglês “Virtual Private Network”, na tradução livre, “rede virtual privada”. É uma conexão que permite aos usuários acessarem redes privadas e compartilharem dados pela internet de maneira segura e privada.
Essas redes são utilizadas comumente por empresas para criar uma rede entre matriz e filiais, por exemplo. O VPN permite a criação de uma rede privada conectando aparelhos que estejam fisicamente distantes.
O VPN cria uma espécie de túnel virtual. As informações são protegidas por meio de criptografia.