Músicas criadas por inteligência artificial (IA) ficarão proibidas nas principais paradas musicais da Austrália, segundo novas diretrizes destinadas a proteger "a natureza humana da criação artística", informou nesta terça-feira (25) uma entidade que representa a indústria fonográfica do país.
De acordo com as novas regras, que entrarão em vigor na sexta-feira, a música deverá ser "substancialmente criada por humanos" para poder entrar nos rankings de popularidade, informou a Associação Australiana da Indústria Fonográfica (ARIA, na sigla em inglês).
"Músicas geradas integralmente por IA não poderão entrar nas paradas da ARIA", afirmou a associação, esclarecendo que suas listas excluirão canções que utilizem inteligência artificial para gerar a totalidade ou a maior parte dos elementos criativos. No entanto, "gravações que utilizem IA generativa em um papel secundário continuarão elegíveis", acrescentou.
Preocupação da indústria musical
A medida reflete a crescente preocupação da indústria musical com o aumento de composições geradas por IA que chegam ao mercado. Em julho, uma versão de "Like a Prayer", de Madonna, alcançou o topo das paradas na Austrália, mas foi alvo de escrutínio após a revelação de que foram usadas vozes e sons de bateria gerados por IA.
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A plataforma de streaming Spotify anunciou que lançará um novo selo chamado "AI Persona", que identificará de forma clara produtores de conteúdo criados por essa tecnologia e não por pessoas reais. Mais de um terço das novas faixas enviadas ao Apple Music são criadas integralmente com IA, afirmou neste ano um executivo da plataforma à publicação especializada Billboard.
"Essas mudanças refletem nossa intenção de permanecer dinâmicos e promover a natureza humana da criação artística em um espaço que está, para dizer o mínimo, evoluindo rapidamente", declarou Annabelle Herd, diretora-executiva da ARIA.