Cidades

29º Encontro sobre Envelhecimento Ativo debate promoção da saúde e participação social à população idosa em Porto Alegre

Encontro promove palestras ao longo desta quinta-feira com o objetivo de tratar da importância de elaboração de políticas públicas

Atividades reforçam a importância de promover espaços de convivência, integração e participação social para a população idosa
Atividades reforçam a importância de promover espaços de convivência, integração e participação social para a população idosa Foto : Alina Souza

O Rio Grande do Sul já superou a marca de 20% de idosos na população, e Porto Alegre é considerada a capital mais longeva do Brasil: até 2030, deve superar os 25%. Debater a importância de elaborar políticas públicas e promover a saúde e bem-estar com o envelhecimento da população é o objetivo do 29º Encontro sobre Envelhecimento Ativo, que ocorre ao longo desta quinta-feira. O evento, que segue até às 16h30min no Ginásio da Escola de Educação Física da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Esefid/Ufrgs), conta com palestras e apresentações artísticas.

As atividades reforçam a importância de promover espaços de convivência, integração e participação social para a população idosa, valorizando o esporte e os cuidados com a saúde, destacou o coordenador da Pessoa Idosa da Secretaria Municipal de Esporte e Lazer (Smel), Kassius Nitzke, que também lembrou que os 16 núcleos esportivos presentes na Capital oferecem atividades gratuitas para essa população.

“Porto Alegre também tem uma projeção que tenha 25% da população acima de 60+. Já estamos promovendo há um bom tempo a preparação para essas pessoas, seja uma uma forma de ocupação sadia, e para que a população possa enxergar que a terceira idade ou ao envelhecimento é uma coisa boa. Estamos fazendo política pública para a população idosa”.

O secretário municipal de Esporte e Lazer, Lucas Siqueira, ressaltou que a população idosa precisa ser vista com atenção. “Muitas vezes, a iniciação esportiva é feita na escola, e o idoso, muitas vezes, não olha. A prática de esporte tem uma queda com os idosos, sendo que precede normalmente os restos dos problemas deles. A gente faz também um trabalho social com eles, não só a parte do esporte em si na saúde, mas também da companhia. É uma conjunção de pessoas que normalmente ficariam sozinhas e hoje elas se encontram dentro dos nossos centros.”

Maria das Dores Leite, conhecida como Duda, tem 69 anos, e faz aulas de dança há mais de 10 anos no Centro Comunitário Primeiro de Maio (Ceprima). “Dança, para mim, é como remédio para pressão. Tu não precisas ficar velha e ficar em casa. Esse conceito de velhice que muitas pessoas têm não é mais assim. Hoje eu não tenho mais vergonha de subir no palco e de fazer uma atividade que me proporciona saúde física e saúde mental”, relatou.

Outra atividade ocorreu no último sábado: a 23ª edição dos Jogos Municipais da Pessoa Idosa. As disputas reuniram mais de 500 participantes no Ginásio da Academia de Polícia Militar, com jogos de câmbio e basquete adaptado para idosos.

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