Cidades

ACIST apresenta principais indicadores da saúde em São Leopoldo e fomenta debate sobre avanços e desafios

Durante a atividade, que aconteceu na Câmara de Vereadores, foram apresentados dados, análises técnicas e reflexões sobre a realidade do município e perspectivas futuras

Durante toda a manhã foram apresentados painéis, gráficos e tabelas
Durante toda a manhã foram apresentados painéis, gráficos e tabelas Foto : Fernanda Bassôa / Especial CP

Nesta sexta-feira foi apresentada pela Associação Comercial, Industrial, de Serviço e Tecnologia de São Leopoldo (ACIST-SL), em parceria com a Unisinos, durante a 32ª edição do Boletim Socioeconômico Trimestral os principais indicadores de saúde do município. Durante a atividade, que aconteceu no plenário da Câmara de Vereadores, foram apresentados dados, análises técnicas e reflexões sobre a realidade do município, os principais desafios, avanços e perspectivas futuras, promovendo o debate qualificado e o acesso à informação.

A apresentação ficou a cargo do coordenador do grupo de pesquisa, Competitividade e economia internacional da Unisinos, Marcos Tadeu Lélis, e para dimensionar o desempenho dos principais indicadores do município, tomou-se por base de comparação municípios que apresentam características demográficas e de localização geográfica similares às observadas em São Leopoldo. Nesse sentido, foram escolhidos Novo Hamburgo, Canoas e Gravataí, por pertencerem à Região Metropolitana de Porto Alegre e possuírem mais de 200 mil habitantes.

Entre os indicadores apresentados, o município de São Leopoldo, em 2025, registrou o maior valor percentual referente a câncer, sendo este de 48,2% do total de óbitos por Doenças Crônicas Não Transmissíveis. Em 2025, a proporção de óbitos por causas mal definidas em São Leopoldo foi de 13,14%. Dentre os municípios selecionados, os índices de São Leopoldo e Gravataí estão acima da meta de 5% do Rio Grande do Sul. Dentre os municípios destacados, São Leopoldo teve a maior taxa de mortalidade infantil em 2025, com 13,79% a cada mil habitantes. Não atingindo a meta do Rio Grande do Sul.

Com relação a gravidez na adolescência, entre as faixas etárias 10 a 19 anos, São Leopoldo apresentou melhora nesta proporção, a partir de 2023, passando de 9,9% em 2023 para 8,2% em 2025. Apesar da redução consecutiva, São Leopoldo continua com a taxa mais alta dentre os quatro municípios analisados.

Ao comparar o 1º trimestre de 2026 com o mesmo trimestre do ano anterior observa-se que a média diminuiu em todos os municípios, com as maiores retrações nos municípios de Canoas e São Leopoldo. Pontua-se que, apesar da retração, São Leopoldo continua com média maior que a do Rio Grande do Sul que foi de 7,0% no primeiro trimestre de 2026. Durante toda a manhã foram apresentados números, painéis, gráficos e tabelas. Após a apresentação, foi proposto um momento de debate e também de perguntas.

O presidente da ACIST-SL, Filipe Schuck, afirmou que o Boletim Socioeconômico é um projeto que nasceu dentro da Associação Comercial, entre 2018 e 2019, após a necessidade de reunir indicadores e informações qualificadas sobre a realidade do município. "Há anos a entidade mantém o compromisso com esse trabalho, sempre com foco na continuidade e na qualidade dos dados. Hoje, a gente tomou uma decisão de trazer isso junto para a Câmara de Vereadores para reverberar junto à sociedade leopoldense os números de determinadas ações, nesse caso específico, da saúde."

Segundo ele, o debate é importante para nortear as decisões do ente público, da prefeitura, da Câmara de Vereadores, em relação a alguns temas sensíveis da comunidade. "As questões da UTI neonatal, da mortalidade infantil, fomentando a criação de políticas públicas, ampliamos o alcance desse conteúdo e fortalecendo ainda mais esse debate junto à comunidade."

A PREFEITURA AVALIA A INICIATIVA COMO EXTREMAMENTE IMPORTANTE

A Secretaria Municipal de Saúde de São Leopoldo avalia como extremamente importante a realização de iniciativas que promovam a análise técnica dos indicadores sociais e de saúde do município, especialmente quando esses dados são colocados à disposição da sociedade para debate, reflexão e construção coletiva de soluções.

Os indicadores apresentados durante a 32ª edição do Boletim Socioeconômico Trimestral da ACIST-SL relacionados à Atenção Primária, mortalidade infantil, saúde materno-infantil, coberturas vacinais, recursos aplicados e demais áreas da saúde pública são ferramentas para o planejamento estratégico das políticas públicas e para o acompanhamento permanente das demandas da população. A leitura técnica desses dados permite identificar avanços importantes, mas também evidencia desafios históricos e estruturais que exigem atuação contínua, investimentos e integração entre diferentes setores.

A Secretaria ressalta que São Leopoldo enfrenta, assim como grande parte dos municípios brasileiros, um cenário de grande pressão sobre o sistema público de saúde, especialmente após os impactos acumulados dos últimos anos, que resultaram em aumento da demanda reprimida, crescimento das necessidades assistenciais e maior procura pelos serviços da rede municipal. Ainda assim, o município vem trabalhando de forma permanente para reorganizar fluxos, ampliar atendimentos e fortalecer a capacidade de resposta da rede pública.

A gestão municipal entende que o acompanhamento público e transparente desses indicadores é essencial para qualificar o debate sobre a saúde pública e contribuir para a formulação de estratégias cada vez mais eficientes. A construção de uma rede de saúde forte exige planejamento técnico, responsabilidade na aplicação dos recursos, participação social e diálogo permanente entre instituições e comunidade.

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