Foi aprovada por unanimidade a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2027 na cidade de São Leopoldo em sessão que aconteceu na Câmara de Vereadores nesta semana. A prefeitura projeta uma receita orçamentária de R$ 1.754 bilhão para o próximo ano. De acordo com os dados da Secretaria da Fazenda, no orçamento consolidado, as despesas estão previstas no mesmo montante, preservando o equilíbrio orçamentário. Em relação à estimativa atualizada de 2026, de R$ 1.622 bilhão, o crescimento nominal é de 8,1%.
Para o prefeito Heliomar Franco, a LDO de 2027 traduz o compromisso de planejar o futuro da cidade com responsabilidade. "Estamos ampliando os recursos para os serviços essenciais e preparando novos investimentos, sem perder de vista o equilíbrio das contas públicas e a capacidade financeira do município", afirma.
A projeção está inserida em um cenário econômico mais restritivo. A desaceleração da atividade, o elevado endividamento das empresas e das famílias e o crédito mais caro reduzem o consumo, os investimentos e as transações imobiliárias. Diante desse quadro, a LDO adota uma projeção conservadora para a arrecadação e prevê resultado primário negativo de R$ 8,2 milhões em 2027, desconsideradas as receitas e despesas do Regime Próprio de Previdência Social.
A Receita Corrente Líquida, conhecida como RCL, está projetada em R$ 1,343 bilhão para 2027. Esse é o principal indicador da capacidade financeira do Município e serve de referência para os limites de despesa com pessoal, endividamento e contratação de novas operações de crédito, explica o secretário da Fazenda de São Leopold, Roberto Calazans. Na base ajustada utilizada para o controle do endividamento, a RCL passa de aproximadamente R$ 1.270 bilhão, na apresentação de 2026, para R$ 1.339 bilhão em 2027, crescimento próximo de 5,4%.
O crescimento projetado das receitas abre espaço para reforçar áreas essenciais e ampliar os investimentos urbanos. Na Saúde, a previsão de recursos livres passa de R$ 108 milhões para R$ 130 milhões, acréscimo de aproximadamente R$ 22 milhões, ou 20,4%. Na Educação, a programação aumenta de R$ 330,1 milhões para R$ 354 milhões, avanço de R$ 23,9 milhões, equivalente a 7,2%.
A Assistência Social apresenta a maior expansão percentual entre as áreas analisadas. O orçamento passa de R$ 36,1 milhões para R$ 45,3 milhões, crescimento de 25,4% e reforço de R$ 9,2 milhões. Também se destacam Cultura e Turismo, com aumento de 19,4%, e Mobilidade e Obras, com expansão de 19,1%.
Nesta última área, a programação cresce de R$ 91,9 milhões para R$ 109,5 milhões, acréscimo de R$ 17,6 milhões. A Administração terá crescimento de 6,4%; a Fazenda, de 3%; e a Segurança Pública, de 2,3%. Embora mais moderados, esses aumentos preservam recursos para o funcionamento da estrutura municipal, a gestão das receitas e a prestação dos serviços à população.
"Os números revelam uma orientação clara da proposta: proteger as políticas essenciais e, ao mesmo tempo, ampliar a capacidade de realizar obras e investimentos. Em termos econômicos, o município procura direcionar a maior disponibilidade de recursos para áreas com impacto direto sobre a qualidade de vida, sem transformar toda a expansão orçamentária em novas despesas permanentes", garante o secretário da Fazenda de São Leopoldo, Roberto Calazans.
Ainda de acordo com o secretário, esse cuidado é necessário porque o orçamento de 2027 combina crescimento moderado das receitas correntes com forte aumento das receitas de capital. As operações de crédito e as transferências de capital permitem antecipar investimentos importantes, mas não representam uma fonte permanente para financiar o funcionamento cotidiano da administração.
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