Cidades

Aprovado projeto que institui Maio Laranja para o combate à violência sexual infantil em Canoas

A proposta prevê ações de conscientização, prevenção, orientação e combate a esse tipo de crime no município

Para a vereadora “muitas crianças sofrem abusos sem compreender o que está acontecendo”
Para a vereadora “muitas crianças sofrem abusos sem compreender o que está acontecendo” Foto : Felipe Figueiró / Câmara de Vereadores de Canoas / CP

Foi aprovado pelos vereadores de Canoas, nesta semana, o projeto de lei, de autoria da vereadora Larissa Rodrigues, que institui o Maio Laranja, mês dedicado ao enfrentamento da violência sexual contra crianças e adolescentes. A proposta prevê ações de conscientização, prevenção, orientação e combate a esse tipo de crime no município. A proposta também incentiva a articulação entre secretarias municipais para a implementação de políticas públicas que fortaleçam a rede de proteção à infância.

A vereadora defende a criação do Maio Laranja como um passo essencial no combate à violência sexual infantil, que classificou como um "câncer na sociedade". Para ela, muitas crianças sofrem abusos sem compreender o que está acontecendo, e só se dão conta na vida adulta. Por isso, acredita ser fundamental levar esse debate para escolas, eventos culturais e para a sociedade em geral, criando espaços seguros onde as vítimas possam buscar ajuda.

Larissa também destacou a gravidade do problema em Canoas, onde, no primeiro semestre de 2024, foram registradas 182 ocorrências de abuso sexual infantil, uma média de um caso por dia. Entretanto, a vereadora alerta que o número pode ser muito maior, já que apenas 10% dos casos são denunciados. Segundo a parlamentar, a maioria das agressões ocorre dentro do ambiente familiar, tornando essencial a ampliação da rede de acolhimento para essas vítimas.

"Precisamos de mais abrigos e uma rede de suporte para que essas crianças possam ser protegidas", afirmou. Com a aprovação da medida, o município deve promover diversas ações durante o "Maio Laranja", incluindo campanhas educativas e preventivas voltadas à comunidade e às escolas, além de eventos culturais e palestras para sensibilizar a população sobre a importância do combate à violência sexual infantil. Também está prevista a divulgação de canais de denúncia, como o Disque 100 e os telefones do Conselho Tutelar, facilitando o acesso das vítimas a suporte e proteção.

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